Publicado em 25/08/2016 as 12:40pm

Em 3 horas de sessão, Lewandowski nega todos os pedidos de aliados de Dilma

Ao todo, os senadores contrários ao impeachment apresentaram dez questões de ordem

O presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Ricardo Lewandowski, que conduz a sessão desta quinta-feira (25) no Senado, negou todas as questões de ordem apresentadas nas primeiras três horas de sessão. A sessão é a primeira da etapa final do julgamento do processo de impeachment da presidente afastada, Dilma Rousseff.

Ao todo, os senadores contrários ao impeachment apresentaram dez questões de ordem, questionando o processo e seu encaminhamento. As questões de ordem são pedidos dos senadores para levantar dúvida a respeito da interpretação ou aplicação do regimento do Senado.

A discussão sobre as questões de ordem durou por toda a primeira parte da sessão de hoje, que começou por volta das 9h30 e foi interrompida para almoço às 12h49.

Senadores a favor do impeachment reclamaram diversas vezes das questões, afirmando que os favoráveis à Dilma estavam "procrastinando" os trabalhos, porque muitas delas já teriam sido apresentadas em etapas anteriores do processo.

"Não só é repetitivo mas até um desrespeito ao presidente, o ministro Lewandowski", afirmou Ronaldo Caiado (DEM-GO). "Isto é ou não é procrastinação? Isto é ou não é chicana?."

"Não há que se falar em procrastinação, não há que se falar em chicana,  porque não temos prazo para o encerramento desse processo", afirmou a senadora Gleisi Hoffman (PT-PR). "Chicana é procrastinação, é quando temos prazo e não cumprimos, nós sequer temos prazo."

A acusação também foi questionada pelo ex-ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, que faz a defesa de Dilma Rousseff.

Ao final das análises, pouco antes das 13h, Lewandowski decretou uma pausa de uma hora para o almoço.

Ao retornar, os senadores devem começar a ouvir as testemunhas de acusação.

Além das questões de ordem, a sessão desta quinta-feira foi marcada por diversosbate-bocas entre aliados e opositores de Dilma.

Fonte: terra.com.br