Publicado em 19/09/2017 as 10:24am

EUA vivem fim de semana de tensões raciais no Missouri

Protestos violentos foram organizados durante todo o fim de semana na cidade de St. Louis, no Missouri. Os manifestantes saíram às ruas após a absolvição de um ex-policial branco pela morte de um homem negro na sexta-feira (15).

EUA vivem fim de semana de tensões raciais no Missouri Dez policiais ficaram feridos, e pelo menos 30 pessoas foram detidas durante os primeiros protestos.

Os protestos começaram logo após Timothy Wilson, juiz de St. Louis, absolver o ex-oficial Jason Stockley das acusações de assassinato de Anthony Lamar Smith, um suposto traficante de drogas morto em uma perseguição policial. Wilson considerou que a Promotoria não havia conseguido demonstrar, sem deixar qualquer dúvida, que o policial não agiu em legítima defesa.

Os manifestantes se juntaram rapidamente perto do tribunal para protestar contra o veredicto. O ato começou de forma pacífica, aos gritos de "sem justiça não há paz". Mas logo confrontos foram registrados. Dez policiais ficaram feridos, e pelo menos 30 pessoas foram detidas durante os primeiros protestos na periferia da cidade, na mesma região onde a população se revoltou, em 2014, após a morte de Michael Brown, em Ferguson.

As forças da ordem usaram gás lacrimogêneo contra um grupo de manifestantes que danificou propriedades públicas e privadas. Até a residência da prefeita de St. Louis, a democrata Lyda Krewson, foi atacada com pedras e jatos de tinta.

Na noite de sábado (16), várias vitrines de lojas foram destruídas e pelo menos nove pessoas foram detidas. “Esses delinquentes acham que podem fazer tudo e continuar impune, mas eles estão enganados. Nossos policiais os capturam, algemaram e os jogaram na prisão”, declarou o governador de Missouri, Eric Greitens.

Vários eventos foram anulados na cidade em razão dos riscos de tumulto. O show do grupo irlandês U2, previsto para sábado, foi adiado no sábado e o espetáculo do cantor britânico Ed Sheeran, que deveria ser realizado no domingo, também foi cancelado.

Os manifestantes denunciam um “racismo institucional” e prometem continuar os protestos durante vários dias. Novas manifestações estavam previstas para a noite deste domingo (17).