Publicado em 16/10/2017 as 11:00am

Bolsonaro cancela palestra porque organizador seria ligado à CUT

Depois de cancelar sua participação em debate, que seria realizado em Washington, alegando ter...

Bolsonaro cancela palestra porque organizador seria ligado à CUT Bolsonaro visita brasileiros nos EUA.

Depois de cancelar sua participação em debate, que seria realizado em Washington, alegando ter compromissos demais em New York, o deputado Jair Bolsonaro, pré-candidato à presidência pelo PSC em turnê pelos Estados Unidos, revelou nas redes sociais que o motivo por trás da desistência repentina teria ligações com a Central Única dos Trabalhadores (CUT).

O organizador do evento na Universidade George Washington, onde ele falaria dia 13, teria feito campanha para a ex-presidente Dilma Rousseff e também teria ligações com a CUT.

Em entrevista à BBC Brasil, Mark Langevin, o americano que convidou Bolsonaro para dar a palestra, disse que a recusa ao convite mostra que o pré-candidato não está pronto para um debate democrático e aberto ao público.

No Instagram, o filho de Bolsonaro, também deputado federal pelo PSC, chamou o convite de "arapuca", contando que não foram à capital americana. Ele também reproduziu suposto e-mail de Langevin, em que este teria chamado o pré-candidato de vagabundo e covarde ao cancelar o evento na universidade por ter medo de perguntas.

PROTESTOS

Na semana passada, um grupo de acadêmicos brasileiros e ativistas contrários a Bolsonaro criou um abaixo-assinado para tentar impedir a palestra do político. Na quinta (12), havia 900 assinaturas - só sete delas identificadas como alunos ou professores da universidade. Grande parte dos signatários tem ligação com instituições de ensino no Brasil.

Langevin respondeu há uma semana dizendo reconhecer que muitos se opõem a qualquer diálogo com o deputado, mas que a programação ainda estava mantida.

"Democracia requer respeito e bom senso com todos, mesmo com aqueles que têm opiniões e promovem preferências de políticas questionáveis, se não antidemocráticas", escreveu Langevin.

Fonte: Redação - Brazilian Times