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Publicado em 8/02/2019 as 3:00pm

Governo brasileiro libera US$1,6 milhão para tratamento de brasileirinho nos EUA

O pequeno Samuel é portador de uma doença rara que impede o funcionamento do intestino, estômago e bexiga.

Governo brasileiro libera US$1,6 milhão para tratamento de brasileirinho nos EUA Os pais abandonaram o emprego para cuidar do filho.

Com apenas três anos de idade, o pequeno Samuel Soares dos Santos já enfrenta problemas que é até difícil para um adulto enfrentar. Ele é portador da Síndrome de Berdon, uma doença rara que impede o funcionamento do intestino, estômago e bexiga. A família dele conseguiu o direito de realizar a cirurgia nos Estados Unidos e o governo brasileiro autorizou o pagamento de aproximadamente US$1,650,000 para o transplante multivisceral (fígado, intestino grosso, delgado, pâncreas e estômago).

A cirurgia será realizada no Jackson Memorial Hospital, em Miami (Flórida), uma instituição especialista no tratamento. Samuel e seus pais, Joseli Alves dos Santos, 35 anos, e José Soares, 28 anos, embarcaram na madrugada desta quarta-feira (06) para os Estados Unidos.

“Estamos muito felizes, pois o governo brasileiro aceitou o nosso pedido e vai arcar com as despesas da cirurgia. Fomos informados desta decisão na sexta-feira(1º), mas somente na segunda-feira é que tivemos confirmação da data e horário”, disse Joseli.

O pequeno Samuel Soares dos Santos.

 

A família é natural de São Paulo, mas estava morando em Porto Alegre (Rio Grande do Sul) desde o final de 2016. A mudança de estado foiem razão de que o pequeno Samuel pudesse receber acompanhamento por especialistas do Centro de Reabilitação Intestinal do Hospital de Clínicas. O pai largou o emprego e acreditavam que tudo se resolveria deforma rápida. “Mas as coisas mudaram no ano passado e apesar de Samuel estar em um quadro clínico estável, ele precisa ficar ligado a um aparelho o dia inteiro”, acrescentou.

Já em solo norte-americano, os próximos passos serão mais delicados, pois Samuel deverá passar por uma bateria de exames e ficar aguardando um doador. De acordo com as informações de Roseli, o tempo médio de espera é de aproximadamente seis meses. “Sabemos de casos de crianças que esperaram menos, mas a certeza que temos é que vamos passar por outra batalha para salvar nosso filho”, continuou.

Quando descobriram a gravidade da doença, os pais iniciaram uma campanha para arrecadar dinheiro para custear as despesas e conseguiram R$ 800 mil em doações. Mesmo assim, o valor não chegou perto do que era necessário para o transplante. “Não mexemos neste dinheiro e pretendemos utilizá-lo para outros procedimentos que o Samuel pode vir a precisar no futuro”, afirma.

Fonte: Redação Braziliantimes