Publicado em 6/03/2008 as 12:00am

Ladrões se passam por policiais para invadir casas de ilegais em MA

A maioria das vítimas são imigrantes da região de Chelsea, East Boston e Everett

Da redação

 

 

O Departamento de Polícia Chelsea divulgou, nesta segunda feira, 4, o retrato falado de dois homens, que teriam conexão com vários roubos nos últimos meses, na região de Chelsea, East Boston e Everett. A maioria da vítimas eram imigrantes.

Segundo informações da Polícia, os ladrões primeiro batem na porta das vítimas, vestindo roupas casuais e se identificam como policiais. Eles usam crachás e pelo menos um mostra uma arma, eles dizem que estão à procura de drogas e imigrantes ilegais, são convidados a entrar e o roubo começa.

O mais recente incidente ocorreu na noite de domingo, 3, em Chelsea. Nesse incidente, a vítima disse à polícia que ele atendeu a porta e permitiu que dois homens entrassem em seu apartamento, pois acreditou se tratar de policiais. Uma vez no interior da residência, os bandidos roubaram dinheiro e jóias e, em seguida, fugiram num Volkswagen branco com placas livery.

"A maioria das vítimas são de ascendência da América Central", disse Brian A. Kyes, o chefe da Polícia de Chelsea. Kyes afirmou que muitas das vítimas podem estar no país ilegalmente, mas que os policiais de verdade não pedem apresentação de documentos sobre status imigratrório. "Fazer valer a lei de imigração é de responsabilidade da Segurança Interna da Imigração e da agência da Alfândega. Se alguém é vítima de um crime, independente de seu status no país, é importante que nós sejamos informados," completou Brian.

Kyes, que teme que muito mais roubos terem acontecido sem que a Polícia fosse informada, disse que as autoridades se  reuniram com 15 dirigentes da comunidade imigrante para discutir sobre as formas de educar o público sobre policiamento.

Gladys Vega, diretora-executiva da Chelsea Collaborative, participou da reunião com a polícia. Ela disse que os dois homens estão "aterrorizando a comunidade."

Sua organização, que faz trabalho evangelístico na comunidade imigrante, diz estar ouvindo sobre os crimes a meses. Tal como o chefe de Polícia, Vega acredita ter ocorrido muito mais incidentes não declarados, pois as vítimas, sem a devida documentação, têm medo de serem presos ou até mesmo expulsos do país.

"Qualquer que seja o crime que está acontecendo na comunidade, as pessoas têm medo de relatar, porque eles tem medo do departamento policial. Eles não confiam no governo". Declarou Gladys Vega.

Um dos homens é descrito com cerca de 5 pés e 5 polegadas de altura, pesando 74kg e com uma falha em um dos dentes. O outro é de 5 pés e 2 polegadas e pesa cerca de 65kg quilos. Os suspeitos usavam Bluetooth em uma das orelhas, aparelho usado para atender chamadas do celular. (Traduzido por Magno Assis)

Fonte: (Brazilian Times)