Publicado em 18/03/2008 as 12:00am

Andréia Schwartz está na solitária e família aguarda aflita o retorno

Mãe da cafetina que "derrubou" o Governador de NY diz que a filha está bastante abalada

Da redação

Quando tudo parecia estar chegando ao fim, o sofrimento da brasileira Andréia Schwartz está começando. Isso porque ela está presa em uma cadeia de New York desde junho de 2006 e se, segundo um jornal norte-americano, ela havia se comprometido a colocaborar com as investigaões sob promessa de que seria deportada para o Brasil.

Na semana passada, quando o envolvimento do, então, governador de New York, Eliot Spitzer, com uma prostituta chegou ao climax ? a renúncia do cargo ? a brasileira esperava que fosse ser liberada. Mas isso não aconteceu e ela continua detida nos Estados Unidos a pedido dos promotores que investigam o caso. Eles querem mais informações e agora visam descobrir quem eram os clientesa da brasileira que faturou quase dois milhões de dólares na prostituição.

A chegada da brasileira no Brasil estava prevista para sábado passado, mas segundo a mãe de Andréia, o embarque dela na sexta-feira (14) foi suspenso devido a equipe do procurador geral de Manhattan, Robert Mongenthau, ter alegado que necessitaria dela por mais algum tempo para concluir as investigações.

Neste fim de semana, Andréia concedeu uma entrevista à uma emissora de televisão brasileira e, em poucas palavras, explicou o que estava acontecendo. "Minha maior vontade e voltar para o Brasil e não vou dar mais nenhuma informações", disse ela.

A brasileira contou que "indiretamente a justiça norte-americana ofereceu cancelar o processo de deportação caso contribuisse com informações que apontasse os nomes dos grandões envolvidos com alguma prostituta". Andréia disse que falou tudo que sabe e não te mais nada a dizer. Sua única vontade é estar ao lado da família.

Como o retornor dela estava previsto para sábado, um grande número de repórteres, fotógrafos e curiosos se formou no aeroporto de Vitória-Espírito Santo e em frente à casa da família da brasileira, no bairro São Paulo. Todos esperavam anciosos, quando Elza Coutinho, a mãe de Andréia, saiu e falou apenas que sua filha não teve a permissão de embarcar e que continuava presa nos Estados Unidos.

Elza disse que sua filha teria ligado na manhã de sábado, aos prantos, dizendo que não tinha conseguido embarcar devido impedimentos das autoridades deste país. "Eu tambpem estou aflita", disse a mãe e voltou para o interior da casa, por determinação dos advogados da família.

Em sua entrevista, Andréia disse, quando soube do impedimento,  que falou para a oficial da imigração que a acompanhava "I want to hit myself", que significa "eu quero bater em mim mesma". Mas a agente entendeu que brasileira teria dito que queria bater nela e neste momento a levou para um cubículo (solitária) alegando que a cafetina é perigosa e que estava mentalmente perturbada. "Não tive direito de fazer nenhum telefonema", acrescenta.

Segundo as informações, Andréia irá permanecer nos Estados Unidos até que as investigações estejam bastante avançadas. Ela trocou de advogado e tentará duas estratégias:  pedir judicialmente o cumprimento imediato da deportação ou desfazer o acordo para negociar novos termos com os promotores que cuidam das investigações.

Fonte: (globo online)