Publicado em 2/05/2008 as 12:00am

Acusado de assédio sexual se defende

Em entrevista exclusiva, Marcelo Menezes fala sobre uma possível conspiração de sua ex-esposa

Por Elizabeth M. Simões

 

O brasileiro Marcelo Menezes, acusado de abusar sexualmente de suas duas filhas, com idade de 7 e 8 anos disse que é vítma de vingança. Morador da cidade de Holliston-Massachusetts, ele foi foi provisoriamente separado de suas crianças pela  corte de Middlesex em Woburn, no dia 24 de Abril, sob a suspeita de ameaçá-las com uma arma de fogo.

Marcelo ainda não obteve acesso as provas apresentadas pela promotoria mais já adiantou, "Nunca tive nenhum revolver em casa, nem nunca peguei em uma arma antes, não faço idéia como eles puderam apresentar essa versão", disse Marcelo.

A família dele teria alertado-o sobre o receio da chegada de sua ex-esposa, Polyanna Silva, aos EUA, "Eles acharam que ela tentaria atingir-me por causa de ressentimentos. A primeira vez que tentou entrar nos EUA atravessando a fronteira do México, foi presa e deportada, depois ela abandonou as filhas comigo.", justificou Marcelo.

Conforme o relato dele, Polyanna morou 6 meses no estado de New Jersey e não visitou as filhas nesse período. A mãe teria feito estranhos telefonemas pedindo para as filhas atenderem as ligações longe da babá que às assistia.

Após dois anos e meio cuidando das crianças, Marcelo recebeu a intimação para comparecer ao Tribunal Superior, "Ela deveria estar tramando isso há um ano e só agora com a convocação eu soube do problema. Polyanna planejou tirar as minhas filhas e procurou o departamento social para informar-se como fazer para ganhar a guarda delas, em seguida registrou uma falsa queixa acusando-me de tocar de maneira imprópria e agredir uma delas. Soube depois, que ela retornou ao órgão e abriu nova ocorrência para incriminar-me de fazer mal à outra também. E, pediu a custódia das crianças", falou.

O advogado de defesa, Ronald A. Ilg, não recusou as condições impostas pela promotoria e aceitou que Marcelo fica-se afastado das filhas até a decisão na corte, porém alegou inocência de seu cliente. A próxima audiência foi marcada para o dia 10 de Junho. "Eu passei por uma entrevista com os psicólogos e o meu comportamento não foi considerado perigoso. Fui bem no teste e posso crer que quem me conhece sabe que não seria capaz disso.", e adicionou, "Sou evangélico, cuidadoso e tenho respeito dentro do meu lar."

Quando perguntado se era um bom pai, respondeu, "Sim, sou carinhoso e amigo."

Fonte: (Brazilian Times)