Publicado em 16/05/2008 as 12:00am

Brasileiras falam da falta de dinheiro em casas de strip-tease

O gogo não é mais o mesmo

Luciano Sodré

 

Há alguns anos, quando uma brasileira resolvia se aventurar em casas de shows eróticos, o lucro era certo. Algumas chegavam a faturar até mais de $2 mil semanais. Esta afirmação foi feita pela mineira de Ipatinga, Carol (nome fictício usado por ela durante suas apresentações).

Ela que já rodou por algumas casas noturnas na região de Boston resolveu parar e está com sua passagem de volta para o Brasil marcada para início de agosto. "Eu confesso que fiz muito dinheiro, mas atualmente o movimento está bastante fraco", fala salientando que já teve semana de levar pra casa menos de $500.00.

Assim como ela, a rondoniense E. S., 25, não está satisfeita com o faturamento que vem obtendo nos últimos meses. "Eu trabalho há pouco tempo na área, mas confesso que se achasse algo melhor já teria largado. Mas, mesmo assim esta profissão dá mais dinheiro do que limpar casa", acrescenta.

Ela disse que não tem prazo para retornar ao Brasil, mas está bastante insatisfeita com o pouco dinheiro que vem ganhando neste ano. "Já pensei em voltar ao meu país, mas ainda tenho muitos planos para realizar.

As duas resolveram falar sobre seu trabalho depois de muita insistência da equipe de reportagem do Brazilian Times. Ao serem indagadas os motivos que as levaram entrar nesta vida, a resposta foi imediata - "Nós não nos prostituímos, apenas dançamos".

Carol comentou que quando chegou aos Estados Unidos, há mais de sete anos, não veio com intenção de dançar e sim ganhar dinheiro. "O problema foi que logo me vi diante do desemprego e como conhecia uma pessoa que dançava, acabei sendo convencida", explica.

Explicando os motivos do rendimento ter tido uma queda, E.S., acredita que se deva, também, às constantes ações da Imigração na região. "Maioria dos nossos clientes são brasileiros ou imigrantes indocumentados e eles alguns estão temerosos em sair de suas casas a não ser para o trabalho", conclui.

Fonte: (Brazilian Times)