Publicado em 13/07/2008 as 12:00am

Artistas brasileiros são elogiados por perito

Brazilian Times entrevista Fernando Infante

Por Elizabeth Simões

 

O renomado editor de artes, Fernando Infante do Carmo, esteve na cidade de Brighton-MA visitando a sua filha Mônica e aproveitou a ocasião para falar sobre os grandes artistas brasileiros. Em algumas de suas coletâneas sobre artes plásticas ele destaca a qualidade das obras pintadas pelos paulistas Zé Cordeiro e Edna De Araraquara.

Infante nasceu em Portugal e é um pesquisador lúdico que já lançou mais de dez publicações impressas sobre pintura, escultura, música e história. Ele é bastante respeitado pelos anais artísticos.

Sua opinião ascende holofotes e dirige atenção para os mais novos talentos da atualidade, "Zé Cordeiro e Edna de Araraquara são dois dos melhores artistas da naif", afirma o editor.

A arte naif é o nome dado para pinturas que esboçam formas simples, desajeitadas e que demonstram desequilíbrio de perspectivas. Essa é uma técnica popular brasileira produzida por artistas não-eruditos, considerados autodidatas, por não terem frequentado academias de arte ou por não respeitarem as regras da pintura.

Os paulistas tiveram as suas telas ilustradas nas páginas do "Livro de Ouro da Arte Contemporânea em Portugal", organizado por Infante. A obra lançada em Alcabideche-Estoril, dois anos atrás, possui um excelente material gráfico, contendo centenas de ilustrações de pinturas e biografias à respeito dos autores. 

Muito a vontade com a equipe de reportagem do jornal Brazilian Times, Infante comenta, "Os artistas brasileiros tem paixão por suas atividades", e foi mais além, "A convivência com o povo brasileiro é muito produtiva. Todos têm um alto astral contagiante e mesmo nas dificuldades estão sempre otimistas e rindo. Podem estar morrendo, mas com confiança, repetem: Vai ficar tudo bem!", brinca o editor.

Em dezembro deste ano, Infante irá lançar a sua última coletânea, o editor reconhece a importância de reunir e expor internacionalmente as obras, mas declarou que essa responsabilidade deixa-o muito cansado. "Zé Cordeiro já participou de mais de mil exposições individuais e coletivas no mundo inteiro. Ele e Edna são talentos marcantes no mercado Europeu e elevam a arte brasileira", disse.    

Antes de finalizar mais este "árduo trabalho de pesquisa", conforme suas palavras, para a conclusão de seu último livro do gênero, Infante tem outra missão programada em Lisboa-Portugal. "Estou preparando uma obra pública com cinco metros de altura, em homenagem aos maiores bailarinos do mundo".

Essa será a primeira escultura que celebra tanto o balé quanto os dançarinos legendários Nureyev e Margot Fontaine. "Haverá uma iluminação especial em torno da obra de bronze", Infante conta os detalhes e acrescenta que o projeto é a consequência da inspiração que a música lhe proporciona, "Posso dizer que essa também é uma das razões que explica a simpatia que sinto pelo Brasil. Adoro a música produzida pelos negros nas ruas de Salvador e acho o samba estimulante."

Ainda sobre o nosso território, Infante diz, "Admiro a arte brasileira, a cumplicidade dos colegas e a delicadeza das mulheres".

Fonte: (ANBT - Agência de Notícias Brazilian Times)