Publicado em 22/07/2008 as 12:00am

Cruzeiro da fraternidade

Passado um mês do cruzeiro-beneficiente em prol do garoto Jared ,valor arrecadado é entregue a seus pais

 

No dia 21 de Junho , Boston foi o palco de uma celebração da solidariedade. O barco-cruzeiro Providencetown II, foi alçado ao mar carregando centenas de pessoas, entre as quais mais de 50 brasileiros, que se uniram por um objetivo:  contribuir para  uma campanha em prol do norte-americano Jared Conner, de apenas 3 anos, vítima de uma grave  doença degenerativa.

Passado um mês, os organizadores do evento voltaram a se encontrar. Dessa vez para entregar o valor arrecadado com a festa, no bar Blue Wave, que contou com a presença de Jared e de seus pais. Dois cheques foram entregues para Richard Connor e sua mulher, que serão utilizados para custear parte do tratamento do menino e à pesquisas direcionadas para a cura da doença. "O cruzeiro foi um evento único,e a presença dos brasileiros de Framingham, Connecticut e redondezas de Boston foi imprescindivel pra tudo se tornar realidade" comenta Richard. " Ainda mantemos nossas esperanças na recuperação do nosso filho. Recentemente adotamos um tratamento alternativo para tentar amenizar o sofrimento dele" desabafa o pai de Jared.

Um dos organizadores é o policial Rauol Gonçalves que, além colega de trabalho de Richard,  é um engajado ativista social. " Realizamos reuniões mensais para novos eventos a serem promovidos. O Providencetown II em alto mar, com todas aquelas pessoas, muitas delas da comunidade brasileira, unidas por um objetivo social muito importante. Mas o patrocínio de grandes empresas, como o Home Depot, Dunkin Donuts e Blue Wave foi de extrema importância para que tudo se tornasse realidade" afirma o cabo-verdense.

 

Exemplo de luta

Amigo de Rauol e também umas das pessoas que contribui em tais ações sociais, o policial estadual americano Marcell Strain, recentemente se tornou portador de câncer de garganta. Solidarizados com o caso do amigo, os organizadores do cruzeiro já pensam em realizar algo em favor dos acometidos da enfermidade. " É um amigo muito próximo e que contribuiu muito em todas essas ações. Por acaso do destino, ele agora é uma vítima, e temos a missão de estar ao lado dele nesse difícil momento" afirma Raoul."Tudo comecou quando eu fui fazer uma consulta médica e o doutor me avisou que tinha algo errado com minha garganta. Após fazer os exames que ele solicitou , fui finalmente identificado como portador da doença" explica o policial, que compareceu à solenidade de entrega do dinheiro arrecadado no cruzeiro para o pequeno Jaded.

Para Marcell, não restou outra alternativa a ele senão aderir ao duro tratamento quimioterápico. " Apesar de a doença ter evoluído para a metástase ( difusão das células cancerígenas para outras partes do corpo) , realizo o tratamento com a certeza de que foi realmente o acaso. Minha família não tem histórico de câncer. No período em que me reuni com outros doentes, vi muitos jovens, muita gente que não bebe e não fuma, não tem uma vida desregrada e tiveram o mesmo câncer que eu. Era algo que era pra acontecer, já estava escrito" diz Marcell, debilitado com os muitos efeitos colaterais das sessões de quimioterapia e radioterapia.

 

Síndrome de SanFilippo 

A Síndrome de Sanfilippo se apresenta com quatro tipos (A, B, C e D) que envolvem enzimas diferentes. Inicia-se entre 2 a 4 anos e geralmente os doentes morrem na puberdade. Pode ser detectada em exame das vilosidades coriônicas Causa retardo mental progressivo, principalmente fala, e comportamento hiperativo  seguido de severo retardamento psicomotor.

 

Fonte: (Brazilian Times)