Publicado em 17/08/2008 as 12:00am

Programa de trabalho abre portas para o EUA

Entrevista com diretor da Global Services esclarece qual é a melhor alternativa para trabalhar nos Estados Unidos legalmente

Por Elizabeth M. Simões

 

A agência de recrutamento brasileira, Global Services Inc., faz inscrições para o "Programa de trabalho - USA". Os empregados cadastrados nesse programa recebem o visto "H2B" que concede a permanência legal nos EUA, além de possibilitar a entrada e o retorno ao país livremente.

O presidente da Global Services, Antonio Clem, disse em entrevista ao jornal Brazilian Times, que diversas empresas norte-americanas contratam estrangeiros para preencherem vagas de trabalho em diversos segmentos como na construção civil, manutenção, limpeza, entretenimento, hotelaria, entre outros ramos de atividade. "Esse programa abre as portas para receber os brasileiros com segurança e boa remuneração. Através dele é emitido documentos como o "social number" que regulamenta a estada do trabalhador e assegura o seu bem estar social.", disse Antonio.

 

BT: Qualquer pessoa está habilitada para ingressar no programa?

Clem: Sim, qualquer candidato no Brasil, independente de seu nível de escolaridade ou profissão, poderá solicitar o visto "H2B". O Governo Federal tem interesse em receber esses trabalhadores de maneira regular prevista na lei. Mesmo que ele não tenha experiência poderá ser aceito, afinal as empresas oferecem o seu próprio treinamento. Há posições na construção, na área de limpeza, em parques de diversão, e muito mais.

 

BT: Uma pessoa que entrou no país com o visto de turismo poderá inscrever-se?

Clem: Desde que esteja dentro de sua permanência autorizada, ou seja, não tenha ultrapassado ao limite de dias relatado no documento I-94. Nessas condições, ele poderá preencher a solicitação para adequar-se ao Programa.

 

BT: Existe alguma diferença na entrevista consular para retirada do visto?

Numa entrevista focada no visto de turismo "B2", os entrevistadores normalmente checam o poder aquisitivo do solicitante, enquanto que, para a retirada do "H2B", relativo ao Programa de trabalho, os demonstrativos bancários para a comprovação de renda não são as prioridades da entrevista. E, em ambas categorias os entrevistadores avaliam os vínculos que este possui no Brasil.

 

BT: Quem já possui o "H2B" poderá pedir uma extensão ou simplesmente iniciar um novo trabalho?

Existem trabalhadores que já conseguiram até onze extensões, isso irá depender de cada processo. Sobre a mudança de companhia, caso ele encaixe-se dentro do perfil da nova empresa poderá solicitar uma nova permissão. 

 

BT: Quais são os fatores que aumentam as chances de êxito na entrevista?

Clem: O candidato que possui curso técnico ou qualquer outro profissionalizante terá maiores oportunidades. Principalmente se ele já tiver experiência comprovada na área de atuação. Por exemplo, Filipinas é um país com alto índice de aceitação no Programa, porque os trabalhadores se preparam para isso, conhecem bem os benefícios e apostam na entrada legal ao país. 

 

BT: Profissionais liberais, estudantes, estagiários ou recém-formados também são aceitos no Programa de trabalho?

Clem: Existem Programas diferenciados para intercâmbio e trainee, cuja nomenclatura é "J1", ou mesmo para profissionais da área de saúde e técnologia usando o "H1B". Esse tipo de visto é abrangente e oferece muitas oportunidades para todo tipo de profissionais e carreiras.    

 

BT: Qual o custo para entrar legalmente nos Estados Unidos?

Clem: Não ultrapassa há $1,500. Em alguns casos a despesa chega a ser inferior a esse valor. O candidato será treinado para entrevista e receberá acompanhamento em todas as etapas. O trabalhador incluso no programa terá assistência completa até mesmo no aeroporto. No saguão de desembarque, nada é mais aliviante do que encontrar um assistente te esperando com uma placa na mão, escrita "Seja bem vindo" e o seu nome estampado nela.  

 

Para mais informações ligar para Global Services no telefone (603) 542-3334 ou acesse www.globalservicesusa.net

Fonte: (Brazilian Times)