Publicado em 4/09/2008 as 12:00am

Brasileiro de Lowell é preso em batida surpresa da ICE

Na noite da sexta-feira (29 de agosto), uma ação precisa e silenciosa da Polícia de Imigração em Lowell-Massachusetts, terminou com a prisão de uma pessoa e com a intimação de outras duas, para comparecimento à Côrte

Por Marcelo Zicker


Na noite da sexta-feira (29 de agosto), uma ação precisa e silenciosa da Polícia de Imigração em Lowell-Massachusetts, terminou com a prisão de uma pessoa e autuação de outras duas para comparecimento à Côrte.  José Fernandes de Oliveira, que tem registros de três passagens ilegais pela fronteira do México, foi detido, enquanto sua esposa Marli Pereira Dutra e seu roommate, o mato-grossense Mauro José Paula, receberam a ordem de comparecimento à Côrte.

Vestidos à paisana, de calça jeans e camiseta, dois oficiais do ICE “bateram na porta com calma, como se fossem amigos ou vizinhos” e com a mesma parcimônia, explicaram a situação para os roommates que dividiam o mesmo apartamento. “Eles pediram para entrar e sentaram no sofá como se nada demais estivesse acontecendo. Explicaram que se tratava de uma ação da ICE, e abriram laptops, onde começaram a pesquisar os dados de cada um de nós”, explica Marli, ainda atordoada pelo acontecido.

Ela comenta que, apesar de agir sem alarde, os oficiais, assim que identificaram a presença de José Fernandes, detiveram-no de imediato. “Ele estava dormindo quando ainda a polícia foi em direção ao quarto para prendê-lo. O levaram do jeito como estava. Somente com um short, sem camisa e descalço. Nem mesmo lhe deram a chance de se vestir”, lamenta a mato-grossense, que há três anos reside nos EUA.

Como não tinham sido pegos em sua passagem pela fronteira, Marli e Mauro receberam apenas a ordem para comparecer à Côrte, onde serão definidas suas respectivas situações futuras. Já José Fernandes, foi pego em uma das tentativas de passagem, o que poderia causar a detenção em caso de reincidência, como aconteceu. “O policial disse que ele poderia pegar até cinco anos de cadeia, porque nesse caso deixou de ser apenas uma questão de permanência irregular, se configurou como crime”, afirma Marli.

No caso dela e o do roommate, não há outra saída senão esperar para enfrentar o juiz. “As nossas sessões já foram marcadas, desmarcadas, e marcadas novamente. Essa indecisão de saber quando vamos ser julgados aumenta a nossa ansiedade, está sendo muito difícil lidar com o que aconteceu. Meu chão caiu”, lamenta.

Com relação à descoberta do paradeiro de José Fernandes pela ICE, Marli afirma acreditar que se tratou de uma atitude motivada pela inveja. “A irmã da pessoa que aluga o apartamento para nós é uma pessoa muito invejosa, com um coração muito ruim. A própria dona do apartamento nos disse que foi ela quem denunciou que teriam pessoas em situação irregular nesse apartamento. Por inveja, ela usou a gente para agredir a própria irmã”, relata Marli. 

Fonte: (ANBT - Agência de Notícias Brazilian Times)