Publicado em 12/09/2008 as 12:00am

Três dias especiais de muita capoeira

Quando Marcos Magalhães fala de capoeira, não esconde o fascínio por essa arte marcial brasileira que tem sido sua grande paixão nos últimos 12 anos.

Por Miryam Wiley

 

Quando Marcos Magalhães fala de capoeira, não esconde o fascínio por essa arte marcial brasileira que tem sido sua grande paixão nos últimos 12 anos.

 

“Capoeira é um jeito de viver,” diz,  explicando que seu nome como lutador é Contra-Mestre Marquinho Coreba.  “A capoeira fez parte da história do povo brasileiro, porque ajudou o negro a conseguir a liberdade. Teve uma fase até que foi ilegal. Quem fosse pego jogando capoeira era preso e condenado de 6 meses a 2 anos de prisão.”

 

A arte ajudou aos escravos porque foi um disfarce.  “A dança, na verdade,  escondia a luta,” disse Coreba.   “Era praticada pelos negros, mas os senhores de engenho nunca sabiam o que eles estavam fazendo. Eles achavam que eles estavam fazendo as danças tradicionais da Africa.”

 

Foi assim de leve, com um gingado que primeiro fascinou os negros e foi se espalhando por toda a sociedade, que a luta marcial foi criada.  “Na Africa tem várias lutas parecidas, mas a capoeira mesmo nasceu no Brasil,” diz o contra-mestre.

 

A capoeira saiu do solo brasileiro quando saíram vários lutadores em busca de outros sonhos. Entre eles, gente como Coreba que continuou se dedicando à arte e passando pra frente o que aprendeu. Ele primeiro ficou 2 anos em Madrid,  antes de vir para os Estados Unidos. Aqui vive com sua mulher e a filha que, com apenas quatro anos, já está seguindo os passos do pai. “Essa vai ser a primeira graduação dela aqui,” diz.

 

Se você gosta de capoeira, anote aí:  dias 13, 14 e 15 vão ser dedicados à essa gramde arte marcial em eventos acontecendo em Marlboro  e Boston.

 

No dia 15, às 3 da tarde, vai haver o “batizado” de 25 capoeiristas de Boston, Framingham e Marlboro,  na Middle School de Marlboro, na 25 Union Street .  Pra quem quiser chegar antes tem o worshop com mestre Mão Branca, de 1 às 3.

 

Na Sexta- dia 14, às 7 da noite  em Chinatown,  --  33 Harrison Ave, em Boston, vai ter  um  workshop especial com o Contra-Mestre João de Deus, que vem do Canadá

 

E nesta quinta, dia 13,  no Villares, 194 Main Street, em Marlboro, um outro Workshop com o Contra-Mestre Zé-com-Fome.

 

Segundo Coreba, o batizado é um grande momento na vida de capoeiristas: “ É a primeira vez que eles vão participar de uma roda oficial de capoeira com os mestres e professores,” disse.

 

Os eventos, que têm um ingresso ao preço de $5, estão abertos a quem se interessar.

 

“É uma grande chance pra quem quer aprender ou ver muita gente boa de capoeira,” disse Coreba. “Vem gente do Canada, Florida, da California, Connecticut, Nova York.”

 

Coreba diz que capoeira pode ser pra qualquer pessoa porque tem vários pontos de interesse.

 

“Em capoeira a gente oferece várias oportunidades pra você crescer,” diz.  “Você tem condição de aprender a tocar um instrumento, aprender a cantar. Tem também várias outras culturas dentro da capoeira, como o maculelê, a puxada de rede, samba de roda. É possivel aprender um pouco de todas elas.”

 

Ele falou também de um trabalho de uma colega, Denise ( Sereia),  levando a capoeira para crianças com necessidades especiais que de repente mostram talento.

 

 “Eu tenho um DVD com essa colega  de BH que está tentando mexer com isso pra ajudar pessoas com necessidades especiais,” disse. “Tem criança que não conseguia nem andar  e começa a gingar. Nós esperamos poder fazer isso aqui.”

 

Você pode ver um pouco desse trabalho com crianças especiais nesse link
http://www.youtube.com/watch?v=W7JTmWSN8ak

Fonte: (ANBT - Agência de Notícias Brazilian Times)