Publicado em 21/09/2008 as 12:00am

Fundador da BRAMAS pede união entre lideranças

O lider comunitário Urbano Santos atenta para a importância de buscar a união entre as várias lideranças da comunidade brasileira. Para ele, a imprensa tem forte papel nesse processo

 Por Marcelo Zicker


            Desde adolescente participando de movimentos filantrópicos, o mineiro Urbano Santos sabe como poucos entender as preocupações e necessidades da comunidade brasileira nos EUA. Atualmente residindo na Flórida, boa parte dos seus 20 anos de vivência longe do Brasil foram dedicados a promover a cidadania entre os seus conterrâneos.

            Ele foi um dos fundadores da BRAMAS- Brazilian American Association, associação sem fins lucrativos que há 8 anos busca gerar  unidade e conscietização  entre os milhares de brasileiros residentes em New England. Mesmo com a sua desvinculação da atual coordenação da BRAMAS, ele se mostra preocupado com os recentes episódios de desentendimentos entre as lideranças do grupo. “ Fico triste de ver, que um projeto que nasceu para servir à nossa comunidade, esteja sendo peça de discussão pessoal e talvez até de possíveis interesses excusos. Falta transparência da atual gestão, a comunidade tem pouco conhecimento acerca deles” diz ele,  em relação às recentes desavenças entre os líderes comunitários que atuam na instituição, que incluem o atual presidente Frank Kavanagh e diretores da BRAMAS, como Charlene Cabral. “É importante que essas pessoas saibam utilizar a liderança em nome de objetivos convergentes, ou seja, trabalhar na inserção da comunidade à sociedade americana. Isso deve ser a prioridade, sempre com uma mensagem positiva e de otimismo para essas pessoas” aconselha o mineiro de Itambacuri.

 

 

O surgimento da BRAMAS

 

            Ele relembra os tempos que o projeto era apenas um embrião prestes a surgir como importante mecanismo de conscietização. “ Foi através da minha atuação como comerciante, na cidade de Framingham,  que conheci o prefeito da cidade na época,  John Stefanini, que me convidou a contribuir com a comunidade brasileira que sofria pela falta de representantes. Aquilo me instigou a buscar pessoas que tinham a mesma vontade de oferecer cidadania” afirma. O fato de o movimento ter se iniciado na cidade de Framimgham , que ele considera o berço da comunidade, foi crucial para as bem-sucedidas ações da entidade.  “Framingham , além de ser  administrada por voluntários, também tem a maior concentracão de brasileiros num municipio fora do Brasil. Estatisticamente somos fortes e por isso temos que nos impor societariamente, e procurar causar essa mudanca de mentalidade no povo brasileiro.  Cada um deve se conscientizar disso” alerta.

Fonte: (ANBT - Agência de Notícias Brazilian Times)