Publicado em 28/09/2008 as 12:00am

Plano visa atrair para a Europa estrangeiros superqualificados

O Conselho de Ministros da União Européia (UE) chegou ontem a um princípio de acordo para a criação de um "cartão azul" destinado a atrair imigrantes altamente qualificados

O Conselho de Ministros da União Européia (UE) chegou ontem a um princípio de acordo para a criação de um “cartão azul” destinado a atrair imigrantes altamente qualificados. A proposta define como altamente qualificados os imigrantes que tenham ao menos três anos de estudos universitários e experiência profissional comprovada de 5 anos. Os ministros de Justiça e Interior fecharam os principais elementos, mas ainda falta definir a data de entrada em vigor, que deve ser, pelo menos, em meados de 2011.
O “cartão azul” oferece vantagens legais e práticas aos imigrantes mais capacitados procedentes de países de fora do bloco, que atualmente preferir ir para os EUA ou o Canadá. O ministro espanhol de
Trabalho e Imigração, Celestino Corbacho, disse que a medida é parte do objetivo do bloco de “ligar os fluxos migratórios ao mercado de trabalho” e de evitar a “fuga de cérebros”.
Ontem, um navio militar francês interceptou um pesqueiro ao sul da Itália com cerca de 300 imigrantes ilegais. O navio da Marinha ajudou os imigrantes e 65 receberam assistência. Os clandestinos serão levados à ilha italiana de Lampedusa, para serem entregues às autoridades.

Acordo propõe livre circulação a trabalhador


Durante as discussões sobre a criação de um ‘cartão azul’, houve um acordo geral sobre os pontos básicos da iniciativa, mas a República Tcheca pediu que ele não entre em vigor antes de maio de 2011, data em que acabam as últimas restrições à livre circulação de trabalhadores dos dez países que entraram no bloco em maio de 2004.

O “cartão azul” oferecerá aos profissionais qualificados liberdade de circulação por todo o território comunitário e a possibilidade de trabalhar
em outro país do bloco depois de dois anos. Também oferece vantagens à família e para os cônjuges que queiram trabalhar.

Fonte: ( O Dia)