Publicado em 7/10/2008 as 12:00am

Segundo Congresso Médico Espírita dos Estados Unidos

Com mais de 300 participantes, o Segundo Congresso Médico Espírita dos EUA encerrou-se ontem (domingo), após diversos panelistas, professores, médicos e oradores (nem todos necessariamente espíritas) terem apresentado vários tópicos de interesse médico, c

Por Phydias Barbosa


Com mais de 300 participantes, o Segundo Congresso Médico Espírita dos EUA encerrou-se ontem (domingo), após diversos panelistas, professores, médicos e oradores (nem todos necessariamente espíritas) terem apresentado vários tópicos de interesse médico, científico e espiritual

O público, formado por pessoas de 10 países diferentes, pôde observar e interagir com os panelistas sobre assuntos abrangentes e de interesse geral, tais como: A Integração da alma com a mente, Mecanismos das doenças e o corpo espiritual, A Espiritualidade e o cérebro, Alzheimer, saúde mental e espiritualidade, Processos de obsessão e as repercussões orgânicas, Casos Clínicos que sugerem a reencarnação, A Essência de uma cura espiritual, Compreendendo o poder da transformação, A Relação da saúde com o perdão, O Paciente cancerígeno e sua família através dos olhos da espritualidade, A Transformação da emoção através da psicologia da Yoga e diversos outros painéis. Um deles, “Compreendendo o poder da transformação com eventos espirituais”, dissertou sobre algumas experiências de quase-morte vivenciadas por crianças.

Outro assunto de interessese e que repercutiu bastante junto aos participantes foi “O que a morte nos conta sobre a morte e o que nos espera no além”.  Este painel foi apresentado pelo Dr. Peter Fenwick, médico e escritor, que recebeu aplausos calorosos no final, com todos de pé. Dr. Fenwick é Neuropsiquiatra e pertence à Real Academia de Psiquiatras, da Inglaterra. Ele é uma autoridade em experiências de “quase-morte”, tendo analisado mais de 300 casos ao longo de 40 anos de pesquisa e é reconhecido por seus colegas de profissão e pela mídia internacional como um dos líderes no assunto.  

Seu painel foi sobre as experiências de pacientes em estado terminal, que sabem que estarão enfrentando a morte e transitam para uma nova realidade, ainda lúcidos, porém têm tempo para contar seus encontros. “São fenômenos que ocorrem próximos ao momento da morte”, ele afirmou em seu depoimento.  Ele disse que a morte não é o fim. É o começo de uma nova jornada e acrescentou que a humanidade necessita um novo Ars Moriandi.

 

Mas, o que é o Ars Morandi?

 

Também conhecido como A Arte de Morrer, é o título de dois textos latinos, em forma de guia, escritos entre 1415 e 1450 que ofereciam certos protocolos e procedimentos de uma boa morte e dos preceitos de como morrer “bem”, de acordo com ensinamentos cristãos do final da Idade Média. Foi escrito dentro do contexto histórico à luz dos efeitos horrorosos e macabros da Morte Negra, ocorrida 60 anos antes. O guia foi, durante muitos anos, bastante popular e o primeiro a lidar com a morte e o morrer.

Dr. Fenwick acredita que um novo manual poderá fazer renascer o sentimento de família que havia no passado, na hora da morte de um ente querido. “Hoje”, acrescentou, “muitas pessoas morrem sozinhas nos hospitais.  

 

O Congresso é organizado pela Associação Médica Espírita dos Estados Unidos, com a participação de diversas entidades espíritas, tais como a Federação Espírita da Flórida, do Conselho Espírita dos Estados Unidos, da Associação Médico-Espírita Internacional (AME-INT) e da Associação Médica Espírita dos EUA (SMA-US).

Os oradores e os tópicos foram cuidadosamente escolhidos para complementarem o tema A Ponte entre a Medicina e a Espiritualidade, que hoje apresenta-se como o slogan do Congresso. A Associação tem como missão fortalecer a conexão entre a medicina e a espiritualidade e, em especial, apresentar os conceitos do Espiritismo e os recursos que podem ser utilizados para melhorar a saúde integral dos pacientes.

Fonte: (ANBT - Agência de Notícias Brazilian Times)