Publicado em 16/10/2008 as 12:00am

COMO SALVAR O PLANETA?

As constantes agressões ao meio-ambiente têm produzido a destruição gradativa do planeta, inclusive, gerado crise financeira, conforme pesquisa encomendada pela União Européia sob o título "A Economia dos Ecossistemas e Biodiversidade"

As constantes agressões ao meio-ambiente têm produzido a destruição gradativa do planeta, inclusive, gerado crise financeira, conforme pesquisa encomendada pela União Européia sob o título “A Economia dos Ecossistemas e Biodiversidade”. O trabalho  de um economista da Deutsche Bank sobre o prejuízo global com o desaparecimento das florestas, relata que “enquanto a Wall Street tenha perdido entre US$ 1 a l,5 trilhão, estamos perdendo capital natural no valor de pelo menos US$ 2 a 5 trilhões todos os anos”. E, ainda,  segundo Pava Sukhdev, coordenador do relatório, “o custo da degradação é contínuo”. Os estudos demonstram que “o homem tem de passar a produzir serviços, seja pelas construções de reservatórios ou de estruturas para seqüestrar dióxido de carbono ou áreas para o plantio, antes disponíveis naturalmente. Os gastos com a degradação do ambiente recaem mais sobre os mais pobres, que tiram boa parte do seu sustento diretamente da floresta, principalmente nas áreas tropicais”. 

          Preocupados, ativistas do mundo inteiro tremulam bandeiras contra o aniquilamento do sistema. Mas as catástrofes decorrentes da ganância humana seguem engolindo lenta e silenciosamente a  Terra que há muito pede socorro. Os sintomas da agonia apontam para a falta de compensação e  reposição  ambiental. Ignorando tal gravidade o homem insiste em poluir terra, água e ar, matando mais que a Aids e os acidentes de trânsito. Para agravar,  o crescimento populacional incha o planeta enquanto a fome se agiganta por todo canto.  Os animais expulsos do seu habitat também sofrem com isso e invadem cidades em busca de alimento. Entrincheirada dentro de casa a sociedade tenta escapar da voracidade dos insetos que atacam mortalmente. Então perguntamos: Como conter essa devastação? Como salvar o planeta? A difícil questão assim foi observada:  

        EDNA MORENOCalifórnia, EUA (Agente imobiliária, participou de campanhas de doação de medula óssea e em prol de pacientes com leucemia, foi locutora do programa Show Brasil, da WMFO de Medford, Massachusetts, e uma das apresentadoras do Festival da Independência do Brasil em Boston) - “Uma das coisas que ajudaria a salvar o planeta é a conscientização de reciclar mais e desperdiçar menos. Quando mudei de Massachusetts para a Califórnia, fiquei impressionada com o sistema de reciclagem daqui. A coleta de lixo é feita por uma companhia privada que fornece 3 latões seletivos: um preto para o lixo regular; um azul para os plásticos, vidros, papéis e outros materiais recicláveis; e um verde para as plantas, galhos de árvores, folhas etc. Se todos participarem ativamente dessa brilhante iniciativa, além de preservarmos a natureza, estaríamos garantindo o futuro da humanidade”.

      BRANCA NEVES - Hyannis, EUA  (Promotora de Eventos e Líder Comunitária) - “Na minha opinião o primeiro passo para salvarmos o meio ambiente é a conscientização da população. Muitas pessoas sabem o que fazer mas não sabem por onde começar. Acredito que falta informação sobre os benefícios da reciclagem, as vantagens de usar o transporte público, e principalmente a importância de ensinarmos as nossas crianças a preservar a natureza. Depende de nós tomarmos esta iniciativa. Pessoas comuns podem voluntariar em projetos de conscientização ambiental nas ruas e residências, e também acredito na implementação de aulas obrigatórias de conscientização ambiental nas escolas”.

     Silvio de Souza Mendes – Rio de Janeiro, Brasil (Economista, Pós-graduado em Engenharia Econômica e MBA em Planejamento e Gestão Ambiental) – É questão de sobrevivência! O mundo globalizado precisa ser solidário com valores que ofereçam qualidade e condições à existência humana no planeta. Cenários muito críticos já se apresentam. O homem, na busca de desenvolvimento econômico, alheia-se aos limites de exaustão dos recursos ambientais, mantém seu afastamento da realidade ecológica, prima pela destruição da natureza. É preciso sensatez e reflexão para a harmonização entre crescimento, objetivos sociais e preservação do planeta, como um ato de responsabilidade para as futuras gerações”.

            Sem dúvida a  brutalidade do homem tem sido o principal fator das destruições, como a grande emissão de CO2 na atmosfera,  tornando o efeito estufa incontrolável e o buraco na camada de ozônio cada vez maior. Esse desatino faz alguns  acreditarem na extinção da espécie humana do mesmo modo  que os dinossauros. Isaac Newton,  astrônomo e matemático, nos seus manuscritos do século XVIII,  escreveu sobre uma grande catástrofe por volta de 2060. Corroborando com isso, o cientista britânico, James Lovelock, conceituado por suas invenções, afirmou que daqui a 40 anos todos os peixes do mar morrerão. E, em 90 anos, a população será reduzida em 80%. As suposições de desastres ecológicos ou do fim do sistema correm soltas. Os Maias asseguram  que o mundo acabará no dia 21 de dezembro de 2012, e uma equipe de astrônomos prevê a possibilidade da força gravitacional da Terra atrair e modificar a órbita de um asteróide de aproximadamente 320 metros, o 2004 MNA Apophis. De acordo com o jornal The Times, o fato acontecerá numa sexta-feira, 13 de abril de 2029, cuja  probabilidade de  acerto é de uma em 39. Há enormes chances do  corpo celeste no ano 2034 se impactar com o solo terrestre causando graves conseqüências econômicas, políticas e ecológicas. Se cair na Espanha, toda área da Península Ibérica seria devastada e, se cair no oceano Pacífico,  despertaria um tsunami com ondas de dar a volta no planeta.

       As especulações são aterradoras, porém, os destemidos ativistas ignoram tais vaticínios e se lançam corajosos às lutas ambientais,  lembrando que “o homem não é o dono  da Terra, apenas faz parte do sistema. Que ao invés de querer dominá-la, deveria aprender a   conviver melhor e mais harmoniosamente com ela”.

Fonte: (Mauricio Mendes)