Publicado em 20/11/2008 as 12:00am

Brasileiro tem caixa retida há 7 meses no Brasil

Há sete meses esperando a chegada dos seus pertences ao Brasil, Marcelo L. não recebe respostas da empresa de mudança

Por Marcelo Zicker



No sábado do dia 21 de maio desse ano, o mineiro Marcelo L. trabalhava com construção quando recebeu uma ligação. Tratava-se do funcionário da Alexin Moving, que estava em frente à casa de Marcelo para pegar a caixa que seria enviada ao Brasil. A partir daquele dia, nunca mais ele teve acesso aos pertences que se encontravam na encomenda. “Se passaram sete meses desde que a empresa enviou a caixa para o Brasil e até hoje ela ainda não chegou ao seu endereço de destino, que seria a casa do meu irmão. Estou desesperado, não sei pra onde mais recorrer” afirma o mineiro.

Marcelo relata que a partir de dois meses que a caixa estava em trânsito, tentou o contato com a empresa, mas recebia a mesma resposta: ele teria que aguardar, pois a receita federal estaria em greve no Brasil e, por isso, grande parte dos contêineres estaria retido nos portos. “Logo depois fui saber de um amigo meu que mora em Tubarão, no Espírito Santo, onde existe um porto, que a receita não estava em greve. Eles estavam mentindo pra mim e não agiam para resolver o meu problema” relata Marcelo, que verificava pela internet com frequência o andamento e localidade da encomenda. A resposta era sempre a mesma, “on Dunas”. “Eles não me explicaram bem o que isso significava, só falavam que a minha caixa estava presa nesse lugar e que eu teria que aguardar tudo se regularizar. Mas estou esperando tem sete meses! Não tem motivo pra essa espera durar tanto!” desabafa.

 

Desacordos e suborno


Numa das últimas tentativas de contato com a empresa, Marcelo foi surpreendido com a seguinte proposta da atendente: tentar conseguir algum contato com a empresa que recebe os contêineres e ‘pagar’ para a liberação dos mesmos. “Achei aquilo um completo absurdo, uma falta de respeito. Estava claro pra mim que ela estava sugerindo um suborno e na hora não me contive em revolta. Respondi que nunca faria isso, que eu já tinha pagado para chegar onde foi combinado” relata.

O mineiro afirma que desde o início, desconfiou que algo estava errado. “Quando foram buscar minha caixa, chegaram com 4 horas de antecedência. Eu estava no trabalho e como a caixa se encontrava do lado de fora da minha casa, permiti que o funcionário da empresa a retirasse. Ele deixou o recibo sem minha assinatura, entretanto tenho a cópia do recibo do negócio. Está documentado que eles me devem uma satisfação” finaliza o abatido Marcelo.

A reportagem do BT tentou entrar em contato com a direção da empresa responsável, sem sucesso.


Fonte: (ANBT - Agência de Notícias Brazilian Times)