Publicado em 5/12/2008 as 12:00am

Brasileiro assassinado em Louisiana é enterrado no Brasil

Júlio César levou um tiro na testa e o corpo foi encontrado no estacionamento do condomínio onde ele morava

Aconteceu na quarta-feira (03) o enterro no Cemitério Municipal de Alpercata, no Vale do Rio Doce, em Minas Gerais, do corpo do brasileiro Júlio César de Oliveira, 20 anos, assassinado durante tentativa de assalto nos Estados Unidos.

Trabalhando como carpinteiro, natural de Alpercata, Júlio César foi assassinado com um tiro, de calibre 22, na testa, durante uma tentativa de assalto. O crime aconteceu na cidade de Kenner, em Louisiana, no dia 21 de novembro e de acordo com a polícia local, o corpo foi encontrado no estacionamento do condomínio onde ele morava. Junto estava a carteira do brasileiro. Os investigadores acreditam, ainda, que ele tenha sido vítima de gangues locais que têm como alvos imigrantes brasileiros e hispânicos.

Conforme relatou Jaime Alves de Oliveira - o pai do rapaz, 57 -, o mineiro estava vivendo ilegalmente nos Estados Unidos havia mais de três anos e trabalhava como carpinteiro. “Ele tinha planos de retornar ao Brasil neste próximo final de ano”, se emociona salientando que Júlio tinha como sonho prestar vestibular para engenharia civil. “Ele estava todo animado com este retorno e queria matar a saudade dos familiares e amigos”, acrescenta.

Uma grande festa estava sendo preparada para a volta de Júlio, segundo conta o pai do rapaz. “Só não esperávamos que ele fosse voltar dentro de um caixão”, se revolta Jaime, que vive no Brasil.

Quanto às investigações do crime, os policiais trabalham na tese de que o mineiro tenha sido vítima de uma gangue que atua na região e ataca apenas imigrantes brasileiros e hispânicos. Isso porque eles sabem que maioria dos imigrantes são ilegais e carregam muito dinheiro devido ao fato de não terem contas em bancos. “E segundo a polícia, 99% dos casos, as vítimas destas gangues não denunciam o caso com medo de problemas com a justiça ou imigração”, fala Oton Castro, que é noivo da irmã de Júlio.

“Precisamos alertar a comunidade de que este tipo de crime acontece com frequência naquela região e precisam ser denunciados para evitar que outras pessoas se transformem nas próximas vítimas”, fala Castro.

O departamento de polícia da cidade informa que o brasileiro pode ter sido encurralado pelos ladrões e que, ao verificar que ele não tinha dinheiro, resolveram matá-lo com o tiro na testa (um pouco acima da sobrancelha esquerda). O brasileiro teve morte instantânea.

Uma campanha para levantar fundos que custeassem o translado do corpo ao Brasil conseguiu levantar mais da metade do valor. “Graças a Deus os familiares, amigos e pessoas que se sensibilizaram com o caso nos ajudaram”, conclui Castro.

 

Fonte: (Da redação)