Publicado em 4/01/2009 as 12:00am

Brasileiro de CT acusado de `lavar dinheiro`tem sentença adiada

Um brasileiro que já tinha sido deportado anteriormente e foi preso em Danbury, CT, em março do ano passado, com uma arma carregada em seu automóvel

Um brasileiro que já tinha sido deportado anteriormente e foi preso em Danbury, CT, em março do ano passado, com uma arma carregada em seu automóvel e, mais tarde, envolvido num caso de lavagem internacional de dinheiro, que monta a milhões de dólares, teve sua sentença adiada.

Nilander de Oliveira é um dos 5 acusados no caso. Há, também, empresários de Danbury envolvidos. Eles foram acusados de conspirar ilegalmente contra o país e transferir mais de $22 milhões de dólares dos EUA para o Brasil. Na última sexta, após uma audiência de 30 minutos, o juiz resolveu adiar a sentença para 11 de fevereiro, uma quarta feira. Se confirmada, ele deverá pegar entre 37 e 46 meses atrás das grades.

De acordo com documentos arquivados na corte esta semana, seu advogado e os procuradores do estado ainda não chegaram num acordo sobre a quantidade de dinheiro que ele teria ajudado a “lavar”.  Nilander afirma que foi só 50 mil dólares, enquanto um relatório de uma pré-sentença compilado por um oficial da corte mostrava que o valor era de $6 milhões de dólares. O portavoz do escritório da promotora Nora Dannehy confirmou, após o cancelamento da sentença na sexta passada, que apresentará testemunhas e provas do valor de $6 milhões na audiência do dia 11 de fevereiro.

Os réus de Danbury - Renata Amaral e Monica Teixeira, ex- donas da RM Insurance na Main Street e Marcio Mansur, proprietário da Bem Brasil na White Street, devem receber suas sentenças em abril de 2009.

Todos os réus assumiram culpa no caso de operarem uma empresa ilegal de remessa de dinheiro para o Brasil.  Eles foram acusados de conspiraram ilegalmente na transferência de fundos que recebiam de clientes em suas lojas de Danbury e Bridgeport, ganhando uma percentagem dos fundos remetidos. Renata e Monica foram acusadas de moverem $10 milhões de dólares internacionalmente. Nessas remessas, também estão incluidos $350 mil dólares que um policial, disfarçado de traficante, teria tentado enviar para a América Latina, sendo aceito pela dupla.

Embora as lojas anunciassem que eram licenciadas como agentes financeiros e de transferência, nenhuma, na verdade, tinha licença do estado para enviar dinheiro para fora do país.

Nilander de Oliveira está preso desde o ano passado.

Fonte: (Da redação)