Publicado em 11/01/2009 as 12:00am

Coração de americano bate em peito brasileiro

Em um comovente caso de solidariedade e ajuda humanitária, brasileiro consegue realizar transplante de coração, que o livrou da morte e lhe deu a oportunidade de viver novamente

Por Marcelo Zicker


A história do belo-horizontino Adão Costa poderia muito bem render um drama cinematográfico. Mas com um belo final feliz. Acometido por diversas complicações  ligadas ao coração, ele era tido como um paciente em fase terminal, com poucas chances de sobrevivência. Porém,  no dia 13 de Dezembro de 2008 , lhe foi dada  a oportunidade de recomeçar.  Internado no Massachusetts General Hospital ele foi submetido a um transplante de coração, de onde saiu se sentindo ‘ mais jovem do que nunca, com muita vontade de viver a vida intensamente’.

 

Drama que dura 3 anos

 

Em 2006, Adão foi surpreendido com fortes dores no peito. Ali se iniciava a batalha que durou longos 3 anos, com uma rotina revezada entre o trabalho ,o hospital e o repouso em casa. “  Instalei um desfibrilador interno em 2006 , e em 1 de janeiro de 2008 eu voltei ao hospital para trocar  o desfribilador e inserir um marca-passo. Tudo corria bem, com  45 dias eu tinha retornado ao trabalho, mas daí surgiu outro problema, um fio do desfribilador perfurou meu coração” relata. Com o incidente, Adão foi novamente internado e submetido a uma drenagem.  Muito além dos  4 litros de sangue, o acidente foi o estopim para a reentrada do mineiro na pesada rotina de exames e medicamentos para a manutenção do aparato ligado ao seu corpo.

 

“Após me recuperar da perfuração do coração, eu nunca mais fui o mesmo, parei de me alimentar, me sentia mal, não conseguia trabalhar direito. Ficava 3 dias em casa e voltava ao hospital. Foi assim por muitos meses” desabafa Adão.  Em um dos últimos exames que fez no hospital em Setembro de 2008, a médica foi direta : Somente o transplante poderia salvá-lo da morte.

 

Nova oportunidade

 

O sucesso da cirurgia iniciou uma nova etapa na vida do belo-horizontino. O novo coração, advindo de um  americano,  trouxe  novas perspectivas disposição à Adão. “ Me sinto jovem, novo, com energia e ‘pique’ para recomeçar uma nova vida de conquistas e vitórias” afirma. Ele ainda afirma que pretende continuar nos EUA, e não tem planos de retornar ao Brasil. “ Estou residindo aqui há 8 anos, e construi muita coisa nessa terra, fui muito bem sucedido nesse país” afirma ele, que trabalhava numa empresa solda, com um bom salário e condições de trabalho, embora permaneça em situação irregular no país. Se o novo coração poderá trazer a sensação de cidadania, antes marcada pela ilegalidade,  ele afirma “ Vou ficar e abraçar a bandeira americana como nunca” diz.

 

Cirurgia de alto custo

 

Mais do que enfrentar uma cirurgia de risco, Adão tinha outro problema nas mãos. O alto custo do procedimento cirúrgico e do tratamento pós-operatório ( incluindo exames e medicamentos) era um forte desafio a ser enfrentado. “ Só a cirurgia foi fixada com o valor de $507 mil dólares. Sem contar alguns medicamentos que iriam me custar até $15 mil dólares mensais. Meu seguro na época só iria cobrir 70% desses valores. Como eu iria arcar com esses 30% restantes ?” questiona.

Felismente, o mineiro conseguiu acionar um novo seguro, no qual pode contar com 100% de todo o tratamento, mediante pagamento da mensalidade regular. “ Foi um alívio,mas o que não quer dizer que estou totalmente livre de dívidas e despesas. Devo permanecer pelo menos um ano longe do trabalho” afirma, com preocupação. Para àqueles que queiram ajudar o brasileiro, podem ligar para Genival Coelho (617) 827-5429 ou para Carlos A.F. Da Silva, na ONG Assistência Total Brasileira (617) 773-2006, email: cdasilva@assistenciatotal.org – Depósito pode ser efetuado diretamente na conta de Adão Costa, Citizen Bank – Acc#:1301033313. Um rifa também será sorteada ( o prêmio é uma caminhonete Silverado 2002, 79 mil milhas)  no dia 15 de fevereiro e está sendo vendida por $40 dólares pelos contatos citados.

Fonte: (ANBT - Agência de Notícias Brazilian Times )