Publicado em 19/02/2009 as 12:00am

Programa anti-imigração perde força com esforços econômicos

Segundo o IPC, positivamente os legisladores rejeitaram a ampliação rápida do sistema E-Verify. O grupo alegou que o programa não combate efetivamente trabalhadores ilegais

Os representantes do Senado que formularam a última versão do estímulo econômico e, que agoram tentam passá-lo pelo Congresso, enfrentam pressões para incluírem medidas migratórias que possuem grande apelo retórico, entretanto, poucos resultados, segundo o grupo Immigration Policy Center – IPC, sediado em Washington - DC. Os dois assuntos que receberam atenção especial durante os debates foram o sistema E-Verify (um database federal piloto que permite aos patrões verificarem a legitimidade do número do Seguro Social dos futuros empregados) e a concessão do visto H-1B, destinado a contratação de profissionais estrangeiros. Os acordos receberam críticas e elogios.

Segundo o IPC, positivamente os legisladores rejeitaram a ampliação rápida do sistema E-Verify. O grupo alegou que o programa não combate efetivamente trabalhadores ilegais, mas prejudicaria trabalhadores norte-americanos que seriam vítimas de erros de informação, além de gerar custos adicionais aos patrões. A Câmera de Comércio dos Estados Unidos concluiu que a decisão federal em expandir o E-Verify custaria aos contribuintes a astronômica quantia de US$ 10 bilhões ao ano. Os pequenos negócios, que empregam cerca de 50% da mão-de-obra nos Estados Unidos, seriam desproporcionalmente afetados.

Numa época em que a economia norte-americana encontra-se em recessão e os índices de desemprego aumentam todos os dias, expandir o E-Verify antes que a situação melhore resultaria em um erro financeiramente custoso e caótico.

Outro tema abordado durante as negociações referentes ao estímulo foi o programa H-1B. Todos concordam na importância de proteger os trabalhadores norte-americanos e o sistema migratório pode e deve ser uma vantagem no que diz respeito a esses esforços. Entretanto, certas políticas de protecionismo podem atrazar o progresso e inovação no país, que prejudicarão os trabalhadores norte-americanos ao longo do tempo, relatou o IPC.

O grupo citou o colunista Thomas L. Friedman, do The New York Times: “O protecionismo não causou a Grande Depressão, mas certamente a ajudou a tornar-se ‘Grande”, escreveu ele. “Numa era em que atrair profissionais intelectuais de qualquer parte do mundo é a vantagem competitiva que uma economia inteligente pode ter, por que levantar barreiras contra esses cérebros poderosos – em qualquer lugar?”

Adicionalmente, um estudo recente sobre o tópico realizado por pesquisadores da Escola de Administração de Harvard e a Universidade de Michigan concluiu que o programa H-1B “possui um papel importante na inovação nos Estados Unidos” em virtude de sua função em trazer cientistas e engenheiros estrangeiros aos EUA, citou o IPC. Os membros do Senado podem estar visando a proteção da mão-de=obra norte-americana, mas limitando o acesso ao talento estrangeiro, eles podem estar privando o país do estímulo que ele precisa.

Com relação à uma reforma migratória ampla, o IPC alegou que o assunto tornou-se um “poço” no qual o Congresso bebe a cada debate legislativo. “Precisamos urgentemente de uma solução ampla e prática para resolver nosso problema migratório. Enquanto isso, esse assunto conitnuará a comprometer o progresso e esperança do futuro da América”, encerrou o IPC.

O grupo não partidário foi fundado em 2003, como uma ramificação do American Immigration Law Foundation. Uma das missões do IPC é proporcionar um debate nacional racional sobre imigração e a integração dos imigrantes.

Fonte: (Brazilian Voice)