Publicado em 15/04/2009 as 12:00am

Polícia de Framingham - MA faz curso de como servir a comunidade

O treinamento teve apoio do chefe de polícia da cidade, Carls Stevens, e do relações públicas, tenente Paul Shastany

Nesta segunda-feira última, dia 13, o Departamento de Polícia de Framingham, recebeu a professora Christina Bolduc, do MassBay Community College, para um “workshop” curso sobre procedimentos e conhecimentos sobre como atuar na comunidade. O curso é e foi orientado para as comunidades latinas, em especial para a brasileira. Em Framingham, a comunidade brasileira está entre o grupo de minorias que mais cresce na cidade. “E hoje em dia é a maior. Anteriormente tivemos os mexicanos, depois os ecuatorianos, agora os brasileiros”disse a professora. Tanto que a impressa brasileira foi convidada para participar e ver a reação dos policiais frente a este curso de “competência cultural”.

A duração do encontro foi de 2 horas (8:00 AM às 10:00AM) desta segunda-feira e os policiais presentes, entre agentes e detetives, quase 20, assistiram às explanações da professora . Sobre a competência cultural pudemos entender como um processo dinâmico de acesso a valores individuais de uma pessoa com outra pessoa. Seria também “um prestar atenção e respeitar o indivíduo, e seu modo de pensar”?

O aprendizado discorreu também sobre “socorros de emergência num ambiente cultural diferenciado”.


Professora do MassBay Community College explica o programa de “Competência Cultural”

A professora Chritina Bolduc apresentou uma lista de opções sobre as quais os policiais deveriam analisar e responder positiva ou negativamente, e baseando-se nas respostar, tentava acomodar as diretrizes ou ferramentas para se desenvolver nos policiais habilidades e vivacidades para resolver questões no ambiente cultural e linguisticamente diferente dos deles. A professora distribui uma brochura com quase 50 página onde ela delineava os procedimentos de como um cultura social maior age perante as inúmeras culturas menores dentro de um mesmo ambiente. Citou-se que a cultura de um povo é interativa e dinâmica. Você aprende, mas ela muda de acordo com o meio ambiente. Um exemplo claro dado pela professora foi a expressão em língua espanhola que diz: “El que anda con perro a ladrar aprende”, pois que, afirmou outra vez a professora Bolduc, : “ninguém nasce com o conhecimento de uma cultura”. Ela falou sobre etnicidade e raça. Em um determinado momento a professor pediu a um dos polícias que se voluntariasse para que em frente da classe pudesse explicar por exemplo o seguinte procedimento: um brasileiro (a) sai do carro em direção ao policial segurando o seu antebraço como se este antebraço estivesse quebrado. Como não falasse a língua do policial, o efeito da gesticulação apenas, poderia ser entendido.

Casos assim e semelhantes foram mostrados e explicados pela professora como o policial deveria agir. Falou-se muito em capacidade linguística do indivíduo e sua habilidade de se comunicar na língua materna melhor e outros com habilidade de se comunicar em uma segunda língua. O aspecto ou aspectos culturais são abrangentes, explicou a professora, e podem estar presentes no gênero (homem ou mulher), na educação (menor ou maior), no aspecto familiar, na religião e no místico, e até ocorreu sobre as habilidades e desabilidades como fatores do interrelacionamento.

Sobre o aspecto cultural do brasileiro foram apresentados vários estígmas sobre estereopitos e as generalizações. Por exemplo citou a professora: todos os homens brasileiros olham fixos quando uma mulher passa por perto. “É isto um estereotipo ou uma generalização? Nesta indagação e várias outras propotas, coube aos policias responderem. E diante das respotas, a professora explicava a melhor percepção para se concluir e agir apartir desta avaliação. “O programa de treinamento visa melhorar o atendimento aos imigrantes, e aos brasileiros emd particular” afirmou o Tenente Paul Shastany presente ao encontro. A professora Christina Bolduc, que explicou sobre qual é a melhor maneira de tratar a comunidade baseando-se nos preceitos culturais, apresentou exemplos práticos de como lidar com essa população. A professora comentou sobre as dimensões geográficas e políticas do Brasil e fez um panorama positivo da nação. Ela (a professora) persuadiu os policiais a abandonarem estereótipos e orientou sobre gestos e expressões que possam intimidar os brasileiros e dificultar o dialogo. A boa dicção foi outro tema bastante reforçado pela instrutora, ela recomendou moderar o tom de voz, atentar-se para a velocidade das palavras e nunca elevar a voz ao ter que repetir algo que não foi compreendido antes. “Eles estão preocupados nos detalhes que possam de fato melhorar a comunicação conosco”, disse o radialista Ilton Lisboa, convidado para assistir o treinamento. O “competência cultural” aconteceu com o apoio do MasssBay Community College, localizado no 1 William H Welch Way, em Framingham, o telefone para contato é: (508) 872-1212 .


Encontro com o Chefe de Polícia de Framinhgam

Após o “workshop” a imprensa brasileira presente, foi recebida pelo Chefe de Polícia de Framingham, Carls Stevens, que expôs sua visão sobre a comunidade brasileira, que o mesmo considera ordeira, mas precisa se orientar e procurar seguir as leis. “Nós somos executores das leis sobre os que cometem infrações, mas o que andam de acordo, nós estamos aqui é para protegê-los”.
Perguntado sobre problemas com a imigração, o chefe de polícia foi taxativo: nossos agentes (policiais) são instruidos a não perguntar pelo “status” imigratório dos imigrantes. Este não é um problema da polícia” disse o Chefe de Polícia Carls Stevens.

O tenente Paul Shastany, Relações Públicas da Polícia de Framingham, também presente no encontro reforçou as palavras do Chefe de Polícia e garantiu que a polícia de Framingham existe para proteger o cidação, e os brasileiros para nós são cidadãos que contribuem para o crescimento de nossa cidade. A imprensa brasileira presente: representantes do jornal dos Sports e O Jornal Brasileiro, e o Brazilian Times.


No mês de Junho dois brasileiros irão integrar a equipe de Polícia de Framingham


No dia quinze de Junho dois brasileiros que estão treinando na academia de polícia da cidade de Framingham irão iniciar os serviços de proteção e combate ao crime. O Departamento de Polícia regional já havia contratado nove falantes da língua portuguesa e oferecido aulas desse idioma para os policiais veteranos, contudo, decidiu ampliar ainda mais o quadro de bilíngües para acompanhar o crescimento demográfico de brasileiros residentes em Framingham. Calcula-se que cerca de um terço dos moradores da cidade são brasileiros e eles assumem uma posição de destaque em detrimento a outras colônias imigrantes, em razão da rápida expansão de negócios e atividades sociais. “Nós reconhecemos a importância da comunidade brasileira e temos um grande respeito por todos. Estamos empenhados em oferecer o suporte necessário à sua segurança”, disse o tenente Paul Shastany.

Fonte: (Da redação)