Publicado em 24/04/2009 as 12:00am

ESPECIAL - O Brasil sob a farda americana ( 4ª Parte)

A carioca Karla Carmona enxergou na carreira militar, a oportunidade para ascender profissionalmente e demonstrar o quão longe a mulher brasileira pode chegar

 

Por Marcelo Zicker


Muitas vezes com a imagem estritamente atrelada a uma profissão masculina, a carreira militar está deixando tal estigma ‘cair por terra’. E um grande exemplo, não somente para as mulheres em geral, mas acima de tudo para as mulheres brasileiras, está em uma carioca de 28 anos.

 

Karla Carmona veste o uniforme da reserva do exército americano há quase 7 anos, e atualmente ocupa os cargos de Sargent Promotable e supervisora do Departamento de Recursos Humanos. Ela espera um dia chegar à uma posição que poucos homens tiveram a oportunidade de chegar : a de Oficial do orgão.

 

Desejo amadurecido desde o Brasil

 

Quando desembarcou em San Diego – Califórnia, para cursar o College, em 2001, foi escolhida aluna destaque, o que inflou a sua confiança e determinação em dar saltos mais altos. “O interesse surgiu desde o brasil, quando fiz algumas provas para academia da força aérea. Quando já estava nos EUA, tomei coragem e corri atrás em busca de informações,  em como aplicar para o setor. A partir daí, meus sonhos começaram a se concretizar” afirma ela, que reside em Long Island, NY.

 

Surpresa pela boa receptividade

 

“ O exército americano não discrimina sexo, etnia, nacionalidade. Foi um das coisas que me surpreenderam quando adentrei a carreira. Por ser uma mulher e, além disso, ser imigrante, pensei que pudesse enfrentar mais dificuldades” relata Karla. Dificuldades essas que não foram poucas quando tentou aplicar para as forças armadas brasileiras. “ No Brasil essa discriminação contra a mulher é muito mais clara, e sem dúvida, foi uma das grandes dificuldades que enfrentei no meu caminho rumo à essa profissão. No US Army, não senti essa pressão” confidencia.

 

Orgulho como mulher

 

Sendo parte do alto setor do exército americano, Karla se diz realizada e um exemplo de superação para as mulheres, em especial as brasileiras imigrantes. “Eu incentivo muito a comunidade brasileira feminina para que vá para as forças armadas,  o medo a gente supera. Após passar pelos treinos e outras etapas,  elas vão sentir que são capazes de qualquer coisa nesse mundo” aconselha.

 

Determinação para chegar ainda mais longe

 

Um dos próximos objetivos de Karla é tão possível quanto ambicioso. Ser tornar oficial das forças armadas, fazendo história entre as mulheres estrangeiras. “ É um sonho que não está tão longe de ser alcançado. O exército me deu confiança, auto-estima, determinação para chegar onde eu quero. Me deu habilidade de liderança, de crescimento pessoal, de oratória. Acredito que um dia vou chegar ainda mais longe” afirma, ela que se prepara para a série de etapas do processo.


Benefícios de vestir a farda


Entre alguns dos benefícios em pertencer* à Guarda Nacional Americana estão  : 
 
- Rápido processo de obtenção de cidadania e sem custos de taxas 
- Remunerações bônus que chegam à até $20 mil dólares por ano,  dependendo da posição 

- Treinamento remunerado em mais de 200 posições
- Plano de saúde e aposentadoria
- 100% do  College pago  
- Respeito frente à sociedade americana
 

 

* Os critérios mínimos para aplicação é possuir residência permanente ( Green Card) e ter entre 17 à 34 anos de idade.


Informações 


Para quem quiser mais informações acerca da aplicação para a Guarda Nacional Americana e tirar eventuais dúvidas sobre o processo, pode contactar o brasileiro Odilon  Rodrigues, que também veste a farda dos EUA e já teve sua história relatada no BT em matéria veiculada no dia 6 de Março de 2009. O telefone de contato é (617) 967 – 2666.



Fonte: (ABTN - Agência Brazilian Times de Notícias)