Publicado em 13/05/2009 as 12:00am

Brasileiro pode ganhar asilo nos EUA

Jonathan Castilho de Oliveira, 20 anos, teve o primeiro pedido negado, mas ganhou uma segunda chance. A Corte de Apelações de Chicago, concedeu uma nova audiência de Imigração para definição do seu caso

 

O brasileiro Jonathan Castilho de Oliveira, 20 anos, está comemorando, pois a Corte de Apelações de Chicago, concedeu uma nova audiência de Imigração para ele, que havia pedido asilo nos Estados Unidos alegando ameaças de morte recebidas no Brasil.

O pedido foi acatado por três juízes, entendendo que havia uma base para a alegação do brasileiro de que o primeiro pedido não havia sido tratado com neutralidade pelo magistrado que cuidava do processo.

O brasileiro alegou que o juiz de Imigração O. John Brahos, “parecia ter entrado na audiência com uma decisão preconcebida”. Esta segunda audiência mostra que o magistrado descumpriu o relatório do Departamento de Estado norte-americano que apoia o pedido de asilo.

Outro ponto destacado para o brasileiro, para pedir outra audiência, foi a de que o juiz que cuidava do caso não quiz considerar notícias publicadas na imprensa brasileira há 12 anos, as quais relatavam o assassinato do pai de Oliveira. “Ele também perguntou sobre a minha fertilidade e minha crença religiosa, mesmo quando isso não tinha nada a ver com o caso”, cita o brasileiro.

Oliveira argumenta que o juiz interrompeu várias vezes para fazer perguntas irrelevantes e não quiz considerar evidências importantes, evitando se aprofundar no caso.


O PEDIDO

No documento solicitando o asilo, o brasileiro alegou que seu pai participou de um esquema, ilegal, para fornecer apoio financeiro a dois políticos no Brasil e quando resolveu tornar o caso público, foi assassinado. “Minha mãe entregou provas a um promotor, as quais incriminam figurões políticos que a ameaçaram de morte ela e toda nossa família”, comenta.

Oliveira lembra que sua mãe e sua irmã conseguiram fugir para os Estados Unidos usando visto de turista, mas ele, como não tinha documentos, teve que atravessar a fronteira mexicana e acabou sendo preso por agentes da Imigração. “O juiz não acreditou na minha história e negou o pedido”, lamenta.


NOVA AUDIÊNCIA

Os juizes que assumiram o caso, Richard Posner, Michael Stephen Kanne e Diane Sykes, mostram que a setença de 14 páginas, assinada por Brahos foi questianada pela Corte em outros casos, por causa de “erros de lógica” e pela sua forma rude de fazer o interrogatório.

O grupo salientou, ainda, que a atitude do juiz de imigração foi considerada desmedida e zombadora. A data da nova audiência ainda não ficou definida, mas o fato de saber que terá uma nova chance, deixou Oliveira mais aliviado. “Tenho medo de voltar ao Brasil e ser morto, pois estes políticos possuem grande influência por lá”, conclui.

Fonte: (Da redação)