Publicado em 22/05/2009 as 12:00am

Ex-presidente da Adonai Moving revela 'sujeira' entre sócios da empresa

Um dos fundadores da Adonai Moving, o argentino Antônio Galvan, revelou com exclusividade ao BT como se desvinculou da empresa e seus problemas com os sócios Paulo Pepe e Moacir Santana


Por Marcelo Zicker



Personagem principal na fundação das empresas de mudança Adonai Moving e Express Moving Internacional, o argentino Antônio Galvan, guarda hoje a mágoa e a tristeza de anos de investimentos e dedicação logrados ao esquecimento. Ex-sócio dos empresários Paulo Pepe ( Adonai) e Moacir Santana ( Express Moving Internacional), ele resolveu revelar com exclusividade ao BT, toda a sujeira e corrupção promovida por Paulo e Moacir na administração das duas empresas.

 

Abertura do empresa

 

Após muitos anos dedicados à empresa Confiança Moving, em dezembro de 2006,  Antônio Galvan convida Paulo Pepe, companheiro de trabalho na Confiança e com um currículo aparentemente invejável, para montar a empresa Adonai Moving. “ Após algum período conturbado nos resultados financeiros da Confiança, senti que era a hora de ousar, de investir em algo correto, organizado e que tivesse um diferencial. Dai surgiu a idéia de abrir a Adonai Moving” afirma.

 

Porém, após pouco mais de um ano de empresa no mercado, Antônio decidiu se desvincular da empresa e vendeu sua participação. “ Eu comecei a perceber que Paulo Pepe e seus 'capangas' como Fabiano Dezerra , estavam armando 'maracutaias' e agindo com leviandade, criando um clima de desconfiança. Resolvi, então, deixar a empresa” relata Galvan.

 

Novo negócio, nova decepção

 

Desvinculado da Adonai, Antônio recebeu o convite de um outro ex-companheiro de trabalho da Confiança Moving, Moacir Santana. “ Ele me chamou pra ser sócio dele, eu ficaria com 50% dos direitos da marca. E não é que tive outra decepção ? Descobri que Moacir tinha uma empresa em conjunto com Paulo Pepe. Ou seja, mais sujeira estava por vir” desabafa o argentino.

 

Acordos financeiros e calote

 

Deixando as duas empresas, Galvan esperava receber a sua parte em ambas as sociedades que somam mais de meio milhão de dólares ($230.000 da Adonai e $348.000 da Express) , mas se vê diante de um grande calote. “ Eu dividi as dívidas e mesmo assim, não recebi quase nada do combinado. Tenho todos os documentos que comprovam nossos acordos, e mesmo assim eles não respeitam o que foi combinado e colocado em contrato” testemunha a decepção. “ Eles fazem parte de uma quadrilha de estelionatários profissionais, 'gente' da pior estirpe, extremamente mal-caráteres” sentencia Antônio.

 

Quebra da Adonai

 

“ Ninguém está percebendo que eles estão enganando centenas de pessoas com esse episódio da Adonai. Pepe e Santana armaram um plano para extorquir dinheiro de muitos brasileiros que viraram vítimas desse esquema” opina ele, sobre a quebra da Adonai, que cedeu a responsabilidade do envio das caixas pendentes para a Express Moving Internacional, o que já foi repassado para a Arnaldo Moving. “ Só espero que a justiça seja feita e que essas pessoas sejam desmascaradas e punidas corretamente” finaliza.

Fonte: (ABTN - Agência Brazilian Times de Notícias)