Publicado em 17/06/2009 as 12:00am

À luz da justiça, Sean Goldman ainda fica no Brasil

Ontem, 16 de junho, fez cinco anos que Sean Goldman foi levado para o Brasil pela mãe, Bruna Bianchi e não mais voltou aos EUA

 

Ontem, 16 de junho, fez cinco anos que Sean Goldman foi levado para o Brasil pela mãe, Bruna Bianchi e não mais voltou aos EUA. Deveria ter sido uma viagem de férias que transformou-se num pesadelo para o pai do menino, pois a mulher decidiu começar uma vida nova no Brasil e casou-se de novo.

Sean nasceu nos EUA e foi levado ao Brasil aos 4 anos de idade, sem autorização do pai para que ficasse no Brasil em caráter permanente.

Em 2008, novo capítulo na história trouxe drama e impacto à vida do garoto. Sua mãe faleceu durante o parto. Agora, David e sua família estão lutando pela guarda do garoto e fazendo um apelo final aos tribunais brasileiros.

Em entrevista ao programa “Good Morning America”, da rede americana ABC, David Goldman afirmou que o menino sofre pressões psicológicas e que há uma campanha para que ele fique no Brasil. Porém, o próprio filho estaria lutando contra isso. “Estão querendo apagar lembranças dele, ao mesmo tempo fazendo com que ele crie memórias falsas e fazendo pressões psicológicas”.


A familia brasileira de Sean é muito cruel, afirmou David

David disse, também, na mesma entrevista, que está muito esperançoso de reaver a guarda do próprio filho, baseando-se na decisão do Supremo Tribunal Federal que arquivou a ação que pedia a permanência de Sean Goldman no Brasil.

A decisão do STF não foi somente sobre o seu caso, mas também favorece outras 50 crianças americanas que estão “presas” no Brasil, na verdade para honrar a convenção de Haia que trata do sequestro de crianças. Nesse caso, é bem possível que o STF julgue a ação a favor de David, que poderá trazer Sean de volta aos EUA.

Ele luta há cinco anos para reaver a guarda do filho. Na última vez que se viram, há duas semanas, a única pergunta que o menino fez foi “Como você não veio me ver nesse tempo todo”?, o que cortou o meu coração, eles estão sendo muito cruéis com o meu filho, disse David à ABCTV

O advogado da familia materna de Sean, Sergio Tostes, disse que o menino permanecerá no Brasil, por enquanto, até que o mérito do mandado de segurança impetrado pelo padrasto seja julgado. O menino está morando com o padrasto e a avó materna no Rio.

Fonte: (Da redação)