Publicado em 28/09/2009 as 12:00am

Projeto propõe prevenção para reduzir obesidade em brasileiros

"Viver Bem". Este é o nome do projeto que o Grupo Mulher Brasileira lançou, e que será desenvolvido em parceria com o Centro John Hancock da Universidade Tufts

 

“Viver Bem”. Este é o nome do projeto que o Grupo Mulher Brasileira lançou, e que será desenvolvido em parceria com o Centro John Hancock da Universidade Tufts, visando a prevenção da obsesidade em famílias brasileiras. Outro objetivo é a promoção de estilos de vida saudáveis. “Nós chegamos aqui e mudamos nossos hábitos”, disse a nutricionista Joyce de Pádua, coordenadora do projeto. “O choque da imigração, do encontro com a nova cultura, a saudade da família, a falta de conhecimento da língua, dos hábitos do novo local, a falta de atividade física, tudo isso influencia nossa vida e nossa maneira de ser no país novo”, disse ela.

Simone Braga, do Centro de Pais, concordou e lembrou como é fácil até certo ponto se comer muito neste país. “Parece que o dinheiro da gente rende mais e a gente fica encantada com tudo que tem no supermercado”. Ela chamou atenção ainda para o problema das crianças, muitas obesas, e que acabam adquirindo hábitos alimentares pouco saudáveis e comem mal nas escolas”.

São estes hábitos que o projeto quer mudar, levando brasileiras a refletirem sobre as causas da obesidade. Joyce citou alguns: o tamanho das porções servidas e a oferta de junk food nos Estados Unidos, a falta de atividade física e fatores emocionais que muitas vezes levam à ingestão desmedida de comida, principalmente dos doces. “A obsesidade tem sérios efeitos no ser humano”, disse Joyce, listando que a mulher obesa está sujeita a problemas cardíacos, diabete tipo 2, problemas de reprodução, depressão e baixa autoestima. Hábitos alimentares saudáveis, exercício físico e conhecimento do que se ingere são fundamentais na  prevenção do ganho de peso, frisou Joyce. A nutricionista falou ainda que “ nós brarsileiros precisamos nos conscientizar que estamos comendo errado e que uma mudança é necessária”.

O projeto vai trabalhar com 140 mães -70 na fase de intervenção e 70 na fase de controle - entre 20 e 55 anos, que tenham chegado aos Estados Unidos no máximo há cinco anos e morem em Somerville. “Nós sabemos da dificuld ade de encontrar uma população deste porte, com estas limitações e no perímetro delineado”, disse Joyce, acrescentando: “Por isso, precisamos da ajuda de vocês. Vocês conhecem a comunidade e podem nos referir participantes”.

Uma questão levantada por um dos participantes, Gleissom Araújo, da CAAS em Somerville, foi o por que do projeto englobar apenas a mulher e não o casal. Nesly Metayer, coordenador geral do projeto junto a Universidade Tufts, explicou que na elaboração do estudo levou-se em consideração que a mulher é quem cuida da nutrição da família, dos filhos, do marido, geralmente é quem faz as compras e cozinha ou decide o cardápio. Nesly ressaltou que o projeto também considerou que ao envolver a mulher e os filhos, por extensão envolverá o marido, a avó, outros parentes e até amigos próximos da mulher-alvo.

Quem estiver interessada em saber mais sobre o projeto Viver Bem, pode entrar em contato com Joyce pelo email joyce.depadua@tufts.edu ou pelo telefone 617-816-1915

Fonte: (Grupo Mulher Brasileira)