Publicado em 21/10/2009 as 12:00am

Conquistas das comunidades brasileiras ao redor do mundo

A participação foi enorme. No terceiro e último dia da conferência, mais de 600 pessoas compareceram ao Palácio do Itamaraty, no Rio de Janeiro. Brasileiros radicados no exterior e dezenas de líderes comunitários participaram de uma série de debates, que

 

Por Phydias Barbosa

 

 

                A participação foi enorme. No terceiro e último dia da conferência, mais de 600 pessoas compareceram ao Palácio do Itamaraty, no Rio de Janeiro. Brasileiros radicados no exterior e dezenas de líderes comunitários participaram de uma série de debates, que teve o apoio incondicional do governo brasileiro, disponibilizando a presença de diversos embaixadores e cônsules que vieram dos diversos países que concentram grande população de brazucas.

                O objetivo principal do encontro foi o de permitir debate aberto e abrangente de assuntos sobre imigração brasileira e políticas públicas para brasileiros no exterior. Representantes dos Ministérios das Relações Exteriores, do Trabalho e Emprego, da Previdência Social e da Educação, entre outros, apresentaram trabalhos sobre ações em curso ou cogitadas nessa área. A presença da Presidente da Empresa Brasileira de Comunicação, Tereza Cruvinel, foi de suma importância. Ela informou sobre a possibilidade, em breve, de um canal internacional da TV Brasil, que possa difundir a comunicação nacional para todas as comunidades brasileiras vivendo fora do país.

                Líderes comunitários e membros de associações de apoio a brasileiros no exterior foram estimulados a enviar contribuições para a Conferência, durante a qual tiveram oportunidade de trocar informações sobre suas respectivas experiências e iniciativas como migrantes. Os “brasiguaios” do Paraguai, por exemplo, puderam conhecer o que os “decasseguis” fazem no Japão e vice-versa, estabelecendo formas de interação e examinando possibilidades de ações conjuntas.

                Estima-se que existam mais de 3 milhões de brasileiros vivendo no exterior, colaborando, com suas remessas financeiras de mais de US$7 bilhões, com arrecadação de tarifas pelo governo federal, o que mostra a importância desses imigrantes para a economia nacional.

                Após as atividades do segundo dia da conferência, ocorreu, no Palácio Itamaraty, sessão especial sobre o tema remessas financeiras de migrantes. A sessão contou com representantes do Banco Mundial, BID, Banco Central do Brasil, Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal, e foi composta palestras curtas, seguidas de rodada de perguntas e respostas.

                No passado, a diáspora era vista de uma forma negativa. Hoje, a imigração é vista de maneira diferente. O imigrante, ao sair do Brasil e decidir morar em outro país, leva a sua cultura para o exterior, mas também absorve a cultura do local aonde passa a viver. Quando retorna, devolve ao país um conhecimento e experiência cultivada com muito trabalho.            

                Ficou provado, nos dias 14, 15 e 16 de outubro, datas desta segunda conferência, que esse contingente de brasileiros vive e trabalha fora de sua terra, na sua grande maioria, para proporcionar dias melhores às suas familias que ficaram no Brasil. Muitos retornam, outros permanecem para sempre em terra estrangeira e milhares jamais voltarão, pois são aqueles que pereceram por diversos motivos, assunto até para distribuição de flyers por parte dos representantes do estado americano de New Jersey, que reclamavam da falta de atenção do governo com os falecidos.

                O encontro teve a presença de representantes brasileiros vindos da Europa, América do Sul, Central e América do Norte, Ásia, África, Oriente Médio e Oceania.

                Como os imigrantes são portavozes das solicitações apresentadas, o governo estará lidando diretamente com as lideranças eleitas ou escolhidas, a fim de determinar o fechamento das negociações importantes, amplamente debatidas nas mesas de  O Ministério das Relações Exteriores sabe que a imigração brasileira é fato consumado e precisa de atenção direta do governo.

                Felizmente, essa diáspora está sendo admitida e amplamente discutida, graças à iniciativa do presidente Luis Inácio "Lula" e apoiada pelo nosso Ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, e pelo Embaixador Oto Agripino Maia, Sub-Secretário de Governo, que conduziu e coordenou as reuniões, realizadas no Rio de Janeiro.

                De volta a seus países, os representantes das comunidades terão muito trabalho pela frente, que será o de levar as propostas apresentadas nas mesas, os 4 painéis de interesse de todos que vivem no exterior: Educação e Cultura, Representação Política, Serviços Consulares e Saúde e Previdência.

Fonte: (ABTN - Agência Brazilian Times de Notícias)