Publicado em 10/02/2010 as 12:00am

Autoridades procuram família de brasileiros desaparecida

Há 45 dias, Jaqueline, Vanderlei e Christopher Szczepanik misteriosamente desapareceram e pararam de fazer contatos com familiares e amigos. Polícia ainda não tem pistas sobre as causas da tragédia

 

Desaparecidos desde o dia 18 de Dezembro de 2009, uma família de brasileiros que residem em Omaha, em Nebraska, tem confundido as autoridades acerca do seu paradeiro. Vanderlei, Jaqueline e Chris Szczepanik não tem dado notícias aos parentes e amigos desde então, com seus pertences deixados em casa, e sem pistas de que eles teriam planejado deixar o país.

 

Vanderlei, de 36 anos, e Jaqueline, de 43 anos, viviam com seu filho Christopher, de 7 anos, no estado de Nebraska, onde atuavam junto à igreja  Assembléia de Deus, local que a família regularmente usava como sendo o seu endereço oficial de residência. Há 11 anos, o casal desembarcou no país já com a proposta de trabalhar para a igreja, segundo informações do Omaha Channel. Após viver um bom tempo na Flórida, há 4 anos eles se mudaram para Omaha.

 

Os investigadores afirmam ter poucas pistas sobre o desaparecimento, assim como  os familiares que vivem no Brasil, que dizem estar apreensivos e preocupados pela falta de contato e informações acerca dos brasileiros. Recentemente, policiais divulgaram uma foto de uma Van, que é bem parecida com a 1995 Dodge Caravan registrada no nome de Jaqueline Szczepanik. Investigações nas transações bancárias de Vanderlei e Jaqueline também estão sendo efetuadas, para verificar alguma ação suspeita, que poderia levar aos motivos do episódio.

 

45 dias após o desaparecimento, amigos e colegas de trabalho ainda se mantém confiantes de que eles serão achados. “ Ele é muito responsável, por isso estamos tão alarmados e preocupados com esse sumiço.É muito estranho, muito mesmo” afirma Humberto Solano Costa, líder da igreja situada na Flórida, que enviou Vanderlei para trabalhar na sede em Omaha, segundo a agência WHNS. Na época, ele também era um requisitado marceneiro na região de Miami. “ Conversávamos o tempo todo, 3 vezes ao dia, normalmente” afirma Tatiane Klein, de 27 anos, filha de Jaqueline, que vive em São José, no Brasil.

A polícia foi notificada da tragédia no dia 8 de Janeiro, quando Humberto e alguns membros da igreja foram até Lighthouse Point, na Flórida, para reportar oficialmente o desaparecimento da família. Desde a primeira denúncia, poucas pistas e indícios foram coletadas, mantendo o mistério no caso. A  tenente Darci Tierney, porta-voz da polícia local, disse que detectives não tem provas concretas que há crime envolvido no epísódio. “ Até agora , tudo se trata de um grande mistério” afirmou Tierney.

Desesperada, Tatiane tem tentado conseguir um visto e uma passagem para os EUA,  que lhe custarão $3.000, para ajudar nas investigações como intérprete. Muitas das testemunhas que conviviam com a família, só falam português ou espanhol, e ela poderia ajudar as autoridades no processo. “ Minha mãe nunca poderia ter fugido dessa maneira. Ela sabe que eu sempre procurarei por ela” desabafa.

Fonte: (Da redação)