Publicado em 16/02/2010 as 12:00am

Projeto do GMB resgata hábitos saudáveis

Aparecida, Eliane, Lucimara e outras 20 mulheres lotaram a sala de reunião da MAPS-Allston, onde funciona o Grupo Mulher Brasileira, na sexta-feira passada pelo mesmo motivo: todas estão interessadas em se alimentar melhor, de forma saudável e,assim, impl

 

Aparecida, Eliane, Lucimara e outras 20 mulheres lotaram a sala de reunião da MAPS-Allston, onde funciona o Grupo Mulher Brasileira, na sexta-feira passada pelo mesmo motivo: todas estão interessadas em se alimentar melhor, de forma saudável e,assim, implementar estilos de vida mais saudáveis em suas famílias.

As mulheres foram atraídas pelo programa Viver Bem, uma parceria da Universidade Tufts com o GMB, que pretende, em dois anos, mudar os hábitos alimentares das brasileiras e, conseguentemente, prevenir a obesidade em adultos e crianças. Enquanto as mães trabalhavam, as crianças, mais de 20, ficaram  com três babás em outra sala. Nesta quarta-feira, dia 17, outro grupo vai ouvir atentamente as explicações da coordenadora Joyce Pádua, que há dois meses, com a ajuda do Grupo, da mídia, de lideranças religiosas e do famoso “de boca em boca” recruta mães e filhos.

Joyce ficou encantada com a presença maciça das mulheres, o interesse e a vibração. “Isso mostra que a nossa comunidade está consciente e atenta. uma amiga trouxe outra e mais outra e mais ourtra, e todas se entrosaram”. A nutricionista carioca ressaltou ainda a importância da competência cultural, quer dizer, de pesquisa deste gênero ter brasileiro trabalhando com brasileiro, “porque nós conhecemos nossa cultura e nos entendemos”.

Para participar do projeto, também aplicado nas comunidades de língua espanhola e haitiana, as mulheres têm de ter entre 20 e 55 anos, filhos entre 3 e 12 anos, morarem nos Estados Unidos há no máximo 10 anos e cumprir com os compromissos de reuniões e contatos telefônicos eventuais.

A implantação do Viver Bem está ligada a estatíticas mostrando que populações imigrantes são bem mais saudáveis quando chegam nos Estados Unidos. Com o passar dos anos, porém, tendem a ganhar peso e adquirir hábitos alimentares do local onde vivem. Por exemplo, passam a cozinhar menos e a consumir mais fast food, sanduiches, frituras. Aderem as porções enormes, vendidas nas lanchonetes norte-americanas, e deixam de fazer exercício físico alegando falta de tempo ou inclemência do tempo.

“O projeto não é um programa de dieta”, alerta Joyce, “mas de resgate da cultura, da educação da família, dos valores que tinham em casa, que as vezes ficam esquecidos com a mudança de país.  Para quem tinha hábitos saudáveis e esqueceu, é um resgate. Para quem não tinha, é um aprendizado”.

Mas, enfatiza, quem mudar para melhor seus hábitos alimentares e fizer atividade física vai alterar seu peso. “A pessoa que realmente se engajar e levar a fundo o princípio do projeto vai ter uma mudança significativa no seu corpo. Se a participante perder peso é porque começou a comer mais saudável”, acrescentando frutas e verduras a sua dieta, por exemplo, e a se exercitar. Esta pessoa sem dúvida vai se sentir melhor, trabalhar melhor e ter mais disposição”.

Mulheres brasileiras que preecham os requisitos e estiverem interessadas em participar ou saber mais sobre o projeto, podem telefonar para Joyce no número 617-816-1519, ou para o GMB no 617-787-0557 ramais 14 ou 15.

Fonte: (Da redação)