Publicado em 26/02/2010 as 12:00am

Bancários brasileiros se surpreendem com clínica do GMB

"Que trabalho maravilhoso. Parece que estou em uma reunião de sindicato no Brasil", exclamou Rita Berlofa, do Sindicato Nacional dos Bancários do Brasil (CONTRAF-CUT), e que com outros dois colegas bancários no Brasil, visita Boston, onde participa de mov

 

“Que trabalho maravilhoso. Parece que estou em uma reunião de sindicato no Brasil”, exclamou Rita Berlofa, do Sindicato Nacional dos Bancários do Brasil (CONTRAF-CUT), e que com outros dois colegas bancários no Brasil, visita Boston, onde participa de movimentos de reivindicações nacionais. Na terça-feira, dia 23, Rita, Maria Rosani e Marcos Antonio de Amaral foram observar a primeira clínica de direitos trabalhistas organizada pelo Grupo Mulher Brasileira em parceria com a MAPS, Metro West Worker’s Center, Greatr Boston Legal Services e Jobs With Justice. Eles estavam acompanhados ainda por Maria C.Ingrassia, do Seiu International, e de Marina Rudzit, intérprete.

Ela ficou encantada com o que viu: nove trabalhadores aprendendo sobre seus direitos e dispostos a lutar. “Isso mostra que os problemas dos trabalhadores são iguais em todo o mundo”, frisou Rita. “O medo maior de vocês é não ter papéis e serem denunciados pelo patrão. No Brasil, os trabalhadores também têm medo, principalmente, quando estão doentes e temem ser demitidos”.

A iniciativa do Grupo Mulher Brasileira visa atender uma das maiores reclamações e dos maiores problemas da comunidade brasileira: violação de direitos trabalhistas. Nos últimos meses, o GMB recebeu várias ligações telefônicas de pessoas com problemas trabalhistas. “Um dos maiores problemas da nossa comunidade é não saber seus direitos e não se proteger, anotando horas trabalhadas e guardando documentos”, disse Helen Sinzker, organizadora comunitária e coordenadora da Cooperativa Vida Verde.

“É fácil para mim, que nasci neste país e sou norte-americano, falar para vocês sobre direitos”, disse Thomaz Smith do Greater Boston Legal Services, “mas se reclamarmos juntos temos mais força”. Thomaz e Diego Law, do Metro West Workers’Center, explicaram ao grupo sobre a lei trabalhista norte-americana, pagamento da hora mínima ($8.00) e de overtime. Diego frisou bastante que em Massachusetts é proibido discriminar trabalhador pela cor, religião, orientação sexual, nacionalidade. Thomaz reforçou que a Procuradoria do Estado não quer saber sobre status imigratório. Qualquer trabalhador tem direito a receber as horas trabalhadas mesmo que não tenha documento ou tenha atravessado a fronteira. Helen explicou sobre workers’compensation ou o seguro de saúde que toda empresa tem de ter para cobrir despesas de trabalhador acidentado no trabalho.

A Clínica de Direitos Trabalhistas vai acontecer uma vez por mês, gratuitamente, sempre na quarta terça-feira do mês. A próxima será dia 23 de março, às 18h30m. Como as vagas são limitadas, é preciso marcar hora. Para mais informação, telefone para 617-787-0557 ramal 14 ou 15.

Fonte: (Da redação)