Publicado em 19/03/2010 as 12:00am

Brasileiros opinam sobre problema no consulado

Diante do fato acontecido no Consulado Brasileiro em Massachusetts, na última quarta-feira, 17, a equipe do BT ouviu a opinião de Ativistas, líderes religiosos e comunitários, jornalistas e empresários.

Por Cláudia Carmo

Diante do fato acontecido no Consulado Brasileiro em Massachusetts, na última quarta-feira, 17, a equipe do BT ouviu a opinião de Ativistas, líderes religiosos e comunitários, jornalistas e empresários. A pergunta foi sobre o consulado ter chamado policia para repreender o brasileiro Ricardo Pedrosa.

 

Jorge Costa,candidato a Representante da Comunidade Brasileira no Exterior –

“Lastimável. Para mim,  um copo de água cheio acaba transbordando e foi isso que aconteceu.  Foi  feio  para o consulado, e triste para a comunidade. A comunidade tinha que ter força. Não tenho nada contra o cônsul, e nada contra o atendimento do consulado. Ele precisa ser melhorado em algumas questões,  para que os brasileiros não precisem procurar o consulado de uma outra cidade para serem atendidos.  Esse problema poderia ser aliviado com o consulado itinerante nos finais de semana e feriados. Eles tem que melhorar porque eles trabalham e ganham para isso”.

Heloisa Galvão, diretora Grupo Mulher Brasileira

“Não vou dar opinião em torno do que as pessoas estão falando, preciso apurar os fatos dos dois lados. Todo ato agressivo gera uma conseqüência a vitima precisa se defender. Acho irresponsável dar opinião sobre o que não vimos e não temos informações exatas”.

Pablo Maia, empresário

“Qualquer  lugar do mundo se você  fizer algo de errado tem que chamar a policia. Mas pessoas estão confundindo as informações. O consulado protege o cidadão brasileiro, mas isso quem decide se vai proteger ou não é o consulado, nessa situação o rapaz agrediu a funcionaria tem que chamar  a policia sim, porque  se não,  todo mundo vai sair agredindo e fazendo coisas erradas e causando badernas em qualquer lugar. O brasileiro aqui é imediatista quer tudo na hora, nem no Brasil e assim. Em todos os lugares e repartições americanas tem sua ordem e nos temos que respeitá-las. Porque no consulado brasileiro as pessoas tem que criar essa confusão”.

Hilton Lisboa, candidato a Representante da Comunidade Brasileira no Exterior

“Conversei com o cônsul assim que soube do fato. Fiquei sabendo que a pessoa é reincidente, ou seja , já provocou essa situação outras vezes. O consulado é protegido, se for preciso tem que chamar a polícia. O rapaz agrediu um funcionário, foi pedido para se retirar do local, para evitar problemas e não ser preso. Não podemos mais usar a violência em local de trabalho e em lugar nenhum, é contra a lei. Eu abomino r repudio  a atitude de uma pessoa que faz isso”.

 

Sue O’Brien, Diretora do CTIB –

Baseado nos boatos que ouvi , a minha conclusão é que se o cônsul tomou uma atitude que não era adequada ou imprópria,  direcionada ao brasileiro,  isso deve ser levado às maiores autoridades para que não aconteça no futuro. Porém  como todos os lugares, seja no Brasil ou EUA , respeito é uma coisa universal e se o brasileiro faltou com o respeito e ações inadequadas perante o órgão federativo brasileiro, mostrando atos agressivos,  o cônsul teve toda razão de por o lado diplomático,  chamar as autoridades apropriadas para a situação,  e estabelecer a harmonia do local . Eu não vou tomar partido, porque não estava presente. Preciso ter todas as evidências para julgar as ações do cônsul ou do nosso compatriota”.

 

Pe. José Eduardo, coordenador da Comunidade Católica

“Penso  que  o respeito do limite e  a boa  educação cabe  em  todos  os  lugares, classes sociais e raças também .Todos nós temos direito, mas nunca podemos  esquecer  que também temos deveres. Não estou sendo o  juiz daquilo que nem mesmo  presenciei, mas estou ressaltando que por  mais  que  estejamos  certos, qualquer atitude mal  pensada de  nossa parte pode nos  resultar em  grandes complicações por mais  que  estejamos  com  a razão. Por  isso antes  de  exigir que  os  outros  me  respeitem, devo eu respeitá-los  também”.

Shirley Farber, apresentadora e jornalista –

A única forma de o consulado manter a ordem . É péssimo um brasileiro ser preso, mas  as pessoas tem que se controlar e reclamar dentro das regras. Eu imagino que este foi o último recurso do consulado para conter essa pessoa”.

Sidney Pires, candidato a Representante da Comunidade no Exterior

“Ninguém tem o direito de desrespeitar a ninguém, poderia ser qualquer outro  lugar, em  qualquer ambiente público o cidadão tem que respeitar para que ele seja respeitado. O melhor caminho  seria ele sair e procurar a  imprensa,  e denunciar e não partir para um ato de incivilidade.

 Eu não posso dizer que foi exagero chamar a policia, porque não presenciei o fato. Acredito se não há controle democraticamente como ultimo recurso  a policia pode evitar maiores transtornos para ambas  partes. Fica esquisito policia dentro da embaixada, mas o cidadão tem que ter noção de  respeito, em lugar publico e   não pode agredir ninguém, não importa que seja no consulado ou em outro lugar”.

 

Pr. Maestro Wando, apresentador do programa de rádio “Vem Viver” –

Na verdade eu ouvi falar sobre isso, ouvi ele na rádio. Acho que ele agiu mal quando deu um soco no balcão, com essa atitude ele mostrou um certo desequilíbrio, mas nada justifica a violência.

Fonte: (Da redação)