Publicado em 9/04/2010 as 12:00am

Idosa brasileira pede verbas para programas de cidadania

"Deputados, Senadores e Governador Patrick, invistam em novos cidadãos. Somos um país formados por imigrantes!". A declaração, da carioca Isaira Braga, lhe valeu um abraço do deputado Tim Toomey, de Cambridge, além de dar o tom no Dia do Imigrante na Stat

“Deputados, Senadores e Governador Patrick, invistam em novos cidadãos. Somos um país formados por imigrantes!”. A declaração, da carioca Isaira Braga, lhe valeu um abraço do deputado Tim Toomey, de Cambridge, além de dar o tom no Dia do Imigrante na State House, onde mais de 500 pessoas se reuniram ontem para mandar uma mensagem clara e forte para os políticos: “Estamos aqui para ficar. E votamos”.

Os imigrantes vieram de pontos distantes como Lowell, New Bedford e Springfield, além de Boston e Framingham para reivindicar junto aos parlamentares apoio para programas de inglês como segunda língua, cidadania, plano de saúde extensivo a toda a população e a manutenção no orçamento do estado de verbas para programas de prevenção à violência doméstica e a doenças sexualmente transmissíveis.

A brasileira Isaira defendeu programas como  que ajudam no processo de naturalização. “Tenho 81 e sou cidadã americana há três. Eu frequentei as classes da MAPS e com a ajuda do Grupo Mulher Brasileira me tornei cidadã e registrei para votar. Programas como estes ajudam pessoas como eu a se tornarem cidadãs”, frisou. A venezuelana Maria Angela Chedid ressaltou a necessidade dos cursos de Educação de Adultos, como o do Centro Comunitário de Jamaica Plain, onde estuda.

“Nós estamos aqui para pedir ao nosso governo que estenda os direitos básicos que devemos ter como seres humanos a todos”, disse Avi Green, diretor executivo do MASSVote. “Estes direitos não são favores. Que se devolva aos imigrantes parte do que eles deixam em suas comunidades”. Marcony Almeida, diretor de Organização da MIRA lembrou que 17% da força de  trabalho do estado é composta por imigrantes, “embora eles representem apenas 14% da população. Quer dizer, os imigrantes contribuem mais do que recebem para a prosperidade do estado”.  Metade dos PdD. do estado são imigrantes, continuou Marcony, e “quando os deputados deixam seus gabinetes e vão para casa, quem fica para fizer a limpeza? Os imigrantes”.

As deputadas haitianas Linda Dorcena Forry e Marie St. Fleur cobraram do público uma atuação mais agressiva: ”Voto e dinheiro. Isto é o entendemos nesta Casa. Se vocês quiserem que os políticos os escutem, tenham certeza que eles entendem que vocês têm voto e dinheiro”, disse Marie St. Fleur. “Eu sei que não é fácil vir aqui todos os anos para pedir a mesma coisa. Vocês precisam votar, um voto conta, todos os votos contam”. St. Fleur, uma das primeiras deputadas a patrocinar o projeto de acesso à universidade para estudantes indocumentados, está se despedindo da vida pública. “Não vou me candidatar à reeleição porque não acredito mais que esta Casa tenha espaço para aquilo em que acredito”.  Linda Dorcena falou de suas raízes: “O que mais gosto em minha família imigrante é a diversidade”, disse, indicando com os braços considerar todos os presentes família..

Após a solenidade, os brasileiros e vários representantes da MAPS se dividiram e grupos e visitaram as senadoras Patricia Jehlen, de Somerville, e Sonia Chang-Diaz, de Jamaica Plain e Dorchester, e o deputado Kevin Ronan, da área de Allston-Brighton.

Fonte: (GMB)