Publicado em 23/04/2010 as 12:00am

Pastor Emídio desiste de candidatura a Representante

Ele alega que existe a possibilidade das eleições não acontecerem este ano. "A morosidade e burocracia do governo brasileiro está prejudicando o andamento do processo"

   Por Luciano Sodré

 

Cotado como um dos favoritos, o pastor evangélico Emídio Martins desistiu de disputar o cargo de membro do Conselho de Representantes de Brasileiros no Exterior – CRBE, ou “Representante da Comunidade”, conforme ficou popularizado a vaga. A notícia foi passada à reportagem do jornal Brazilian Times no início da tarde de ontem (22).

Conforme relatou o pastor, a decisão partiu depois que iniciou “a confusão em torno da data em que aconteceriam as eleições”. Na opinião dele, o Governo Brasileiro está demonstrando uma falta de interessa para com os brasileiros que vivem no exterior. “Somos milhões espalhados pelo mundo e isso é prova mais do que visível que já passou da hora desta comunidade ter uma voz mais ativa”, explica.

Emídio salientou ainda que as informações fornecidas pelos responsáveis por estas eleições não suprem não suficientes, tanto para os eleitores quanto para os pretensos candidatos. “Estou achando isso uma tremenda bagunça e nossa comunidade não pode ficar à mercê deste tipo de atitude”, fala.

Ele citou uma conversa que teve com um senador brasileiro, o qual garantiu com todas as letras que este ano as eleições não serão realizadas. Emídio lembra que no ano passado alguns veículos de comunicação divulgaram que as eleições aconteceriam no início de 2010. “O ano iniciou e a data passou para o mês de março e agora já mudou de novo”, fala.

Para Emídio, a morosidade e burocracia brasileira será o entrave maior para que estas eleições aconteçam este ano. “As informações que temos é que a data será entre junho e julho. Isso não acontecerá, pois será época de Copa do Mundo”, afirma salientando que em setembro acontecerão as trocas de cônsules. “Estes fatores podem prejudicar o andamento do processo”, acrescenta.

Continuar em uma campanha que se tem pouca coisa definida é “queimar cartucho” e se desgastar. “Posso continuar meu trabalho pela comunidade sem o cargo”, fala. Mesmo assim o pastor não descartou a possibilidade de mudar de idéia. “Pode ser que no futuro quando eu ver a coisa engrenou e tudo está organizado eu entre na briga”, fala salientando que sua preocupação maior são algumas Cruzadas Evangélicas que ele realizará no Brasil este ano.

Fonte: (Da redação)