Publicado em 7/05/2010 as 12:00am

Apenas dois candidatos participam do terceiro debate

Apenas dois candidatos participam do terceiro debate Francisco Sampa, de New Jersey, e Jorge Costa, de Massachusetts ressaltaram a importância de estar em todos os debates

Por Luciano Sodré

Para oferecer à comunidade brasileira a oportunidade de conhecer de perto os pretensos candidatos ao cargo de membro no Conselho de Representantes dos Brasileiros no Exterior - CRBE, o Comitê Pró-Cidadania organizou alguns debates entre os nomes que já se apresentaram. Na terça-feira (04) aconteceu a terceira edição destes debates, na cidade de Somerville, em Massachusetts. Os dois primeiros foram em New York e New Jersey.

O ponto negativo deste terceiro debate foi a ausência de pré-candidatos, pois dos 12 nomes que já se apresentaram como pretensos interessados na vaga, apenas dois  compareceram. Jorge Costa (representante por Massachusetts) e Francisco Sampa (representante por New Jersey) foram os únicos a encarar alguns membros da imprensa e da comunidade.

Parte do debate, mediado pela ativista Cláudia Tamsky, foi transmitido ao vivo pela Rádio Brazilian Times, através da sintonia 1230 AM e no site www.braziliantimes.com

No início do evento, Renato Batista fez uso da palavra e falou da importância da comunidade brasileira se unir e se organizar.  Para ele, é fundamental que haja uma organização séria e compromissada com o bem comum.  “Há 15 anos eu li no jornal Brazilian Times um editorial, no qual o seu autor deixava claro a importância e necessidade da comunidade brasileira se unirem e trabalhar de mãos dadas em prol de todos e não tentar galgar uma caminhada ativista sozinho”, lembrou.

Para reforçar o seu pensamento, Renato citou a comunidade cubana, a qual é extremamente organizada e isso gerou o surgimento de líderes e importantes nomes no cenário político norte-americano. “Nós, os brasileiros também temos condições para isso, mas é preciso união”, acrescentou.

A primeira fase do debate, os dois pré-candidatos tiveram a oportunidade de fazer apresentações pessoais e citar trabalhos sociais. Em seguida, a mediadora abriu espaço para a imprensa e alguns membros da comunidade fazer perguntas.

Dentro os assuntos abordados durante o debate, foi um evento que aconteceu em Flórida que reuniu alguns pretensos candidatos, no qual os de Massachusetts não participaram. Jorge Costa explicou que não ficou sabendo deste acontecimento. Já Francisco Sampa afirmou que recebeu o convite e que estranhou a ausência dos pré-candidatos.

O empresário Edirson Paiva e um dos organizadores dos debates, usou a palavra e explicou que o encontro da Flórida não foi um debate. “Ficou claro que foi que o produtor do Focus Brazil, Carlos Borges, aproveitou a realização do seu evento para reunir os nomes que já estavam lá”, fala salientando que, atualmente, para o Press Award não é mais interessante a participação dos ativistas.

Aproveitando o assunto, um dos presentes perguntou a Francisco Sampa sobre a formação de “panelinhas” que estão se formando na comunidade.
Ele respondeu que a culpa disso é do próprio povo. “Se alguém cria um grupo de um lado, os que não concordarem com ele, crie outro”, salientou. Ele citou ainda que o membro do CRBE não terá poder de decisão, mas de ouvidor.’Jorge Costa complementou que é uma tendência natural das pessoas criar seus grupos, mas o representante eleito não terá poderes para combater esse tipo de atitude.

Ao explicar a função do membro do CRBE, Francisco Sampa disse que fala baseado no que está no site dos Brasileiros no Mundo (www.brasileirosnomundo.mre.gov.br). “O que está lá, diz que o representante será incumbido de levar ao Ministério das Relações Exteriores – MRE as dúvidas, os problemas, as idéias e sugestões das comunidades brasileiras espalhadas pelo mundo”, explicou. “Seremos uma espécie de fofoqueiro eleito”, brincou.

Como o debate era transmitido, ao vivo, pela Rádio Brazilian Times, os ouvintes participaram e uma das perguntas foi escolhida para os dois candidatos. A pergunta foi: “Existem muitas pessoas que se apresentam como ativistas e interessados em representar a comunidade brasileira. Porque quando há alguma manifestação de cunho nacional em defesa dos imigrantes, estes nomes não passam de meros espectadores. Por que não sobem nos palanques e mostrem que a comunidade brasileira existe?”

Os dois candidatos colocaram a culpa na própria comunidade, pois segundo Jorge Costa, “como falar em um palanque para apenas uns pingados de brasileiros”. Sampa acrescentou que é preciso que um brasileiro suba nos palanques, mas que tenha uma participação maciça de sua comunidade, para mostrar que ele está falando para alguém e não ao vento.

Outro ponto que também foi bastante comentado entre Francisco Sampa, Jorge Costa e os presentes, foi a morosidade de alguns serviços consulares, entre eles a emissão do Passaporte. Foi sugerido aos dois que entre na proposta de trabalho, o carro chefe possa ser melhoria no atendimento consular. “Precisamos implantar a tecnologia nos consulados e agilizar este trabalho”, acrescentou Jorge. Já para Sampa, o problema é que cada Cônsul tem sua cabeça e age conforme pensa estar certo.  “Infelizmente os consulados não têm banco de dados e isso dificulta maioria dos serviços”, afirma.

Tanto para os organizadores, quanto para os presentes, o terceiro debate mostrou o interesse dos dois candidatos em realizar um trabalho sério voltado para o bem comum e o coletivo. A ausência dos demais candidatos foi bastante criticada, pois estes debates servem como meio de cada um apresentar suas propostas e responder à comunidade.

Além do Brazilian Times, apenas o jornal A Semana esteve presente representando a mídia local, na pessoa de Adson Fernandes, o qual abriu a sessão de perguntas aos candidatos.

Fonte: Da redação

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