Publicado em 10/06/2010 as 12:00am

Cine Fest Petrobrás Brasil em New York

O Cine Fest Petrobrás Brasil, que completa 8 anos de trajetória, teve início no dia 5 de junho numa despretenciosa abertura no Lounge "Inffinito" do Tribeca Cinemas (54 Varick Street)

Por Gisele Ribeiro

 

O Cine Fest Petrobrás Brasil, que completa 8 anos de trajetória, teve início no dia 5 de junho numa despretenciosa abertura no Lounge “Inffinito” do Tribeca Cinemas (54 Varick Street). Para chegar lá sem atropelos, a estação mais próxima de metrô é Canal Street, na linha vermelha. Já me enganei e acabei saltando na Houston, o que força uma longa caminhada. A noite de abertura foi regada a uma coletânea de músicas brasileiras e contou com a presença de Rita Cadillac, em excelente forma, e do ator David Rasche, despontando no filme Olhos Azuis.

O Lounge acabou sendo um grande ponto de encontro das pessoas antes e depois das sessões, onde rodinhas de conhecidos comentam sobre os filmes num clima descontraído.

O primeiro filme a estrear nas telas do Festival deste ano foi O Bem Amado, dirigido por Guel Arraes, programado para ter início ‘as 7pm. Este ano, quem perde a estréia ainda pode assistir ao mesmo filme em outro dia. Durante a semana do festival, cada filme conta com duas apresentações para o público. Como as sessões são às 7pm, 8pm, 9pm e 10pm é possível assistir a dois filmes por dia, cobrindo todos os filmes do festival.

Este ano, foram distribuídos vários “Member Passes” para os cinéfilos, o que dá direito a assistir a todos os filmes gratuitamente. Pergunte a um dos simpáticos membros da produção. Se você tiver sorte, ainda pode tentar adquirir um “Member Pass” se chegar cedo. É aconselhável chegar pelo menos uma hora do início da primeira sessão. Os 14 filmes brasileiros aparecendo na telona estão disputando o prêmio Lente de Cristal, que conta com o voto do público ao final de cada sessão. O pessoal do “staff ” faz questão de entregar um papelzinho “Aldience Award” com o nome do filme e quarto opções (excelente, bom, mediano e ruim), e fica ansioso para que eles realmente sejam preenchidos.

Pouco antes da primeira apresentação do filme sobre Rita Cadillac em Nova Iorque, aproveitei para dar uma palavrinha com ela. Eu estava no Brasil acompanhando o Festival do Rio de 2007, quando a Rita foi parte de um painel de discussão, já falando sobre o filme “Rita Cadillac, a lady do povo”.

Então aquela não foi a estréia do filme? Perguntei inocentemente. Rita, com sua serenidade habitual, respondeu que aquela tinha sido uma versão para a TV.  E disse que o lançamento do filme para cinema aconteceu no Brasil em abril deste ano. São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Porto Alegre e Fortaleza foram algumas das cidades contempladas com a visita da mulher que conquistou o título de dama do povo.

Rita também contou que esse filme dirigido por Toni Venturi, completou um ciclo neste festival. Depois de desembarcar em Nova Iorque em 1972, ela passou dois anos fazendo shows -Brazil Canto e Dança, organizados por Haroldo Costa e Marie Marinho (ambos aparecem no filme). Além de Nova Iorque, Rita viajou com a companhia para Detroit e Porto Rico, mostrando danças folclóricas do Brasil, como o Maxixe, Forró, Maculelê e o Samba.

O filme mostra, em uma linguagem de documentário, a vida de Rita desde a infância e os tempos do Chacrinha. Mescla uma simplicidade bem íntima e corriqueira com momentos picantes, como cenas pornôs ou a dança da garrafa na penitenciária Carandiru.

Desta vez, o show no SummerStage do Central Park, vai acontecer no final do festival. Assim, vai garantir também um maior reboliço na entrega da premiação. No dia 12 de junho, os Paralamas do Sucesso e Maria Gandú são presenças garantidas. A entrada do Summer Stage fica próxima a 72nd Street no lado este. Também será exibido o filme “Oscar Niemeyer- a vida é um sopro”, em comemoração aos 50 anos da inauguração de Brasília. O evento está programado para ter início às 6pm.

Fonte: (Da redação)