Publicado em 10/06/2010 as 12:00am

Governador de MA se diz indeciso com lei anti-imigrante

Segundo Patrick, 'ele não tem certeza se a medida realmente contribui para o problema, mas a princípio, não tem nada a reclamar sobre a iniciativa', disse ele à imprensa local

 

O governador de Massachusetts, Deval Patrick, declinou de falar se aprova ou não a recente emenda orçamentária que propõe restrições ao imigrantes indocumentados do estado, em recente declaração à imprensa norte-americana.

Segundo Patrick, ‘ele não tem certeza se a medida realmente contribui para o problema, mas a princípio, não tem nada a reclamar sobre a iniciativa’, disse ele ao jornal Boston Globe, se esquivando de assumir um posicionamento sobre o tema.

Entretanto, Patrick tem deixado claro a sua discordância com relação à um tópico do projeto : o que exige que não seja dada a oportunidade de filhos de imigrantes indocumentados de acessar opções de financiamento acadêmico ou até mesmo de conseguir pagar um valor menor em Universidades do estado. O ‘in-state tuition’ para indocumentados é tema que o governador já ofereceu suporte, embora o apoio no congresso seja muito pequeno.

O senado de Massachusetts passou no dia 27 de Maio, uma emenda legislativa que barra o acesso dos indocumentados a muitos serviços do governo do estado, como o Free Care e a programas de ajuda financeira à famílias abaixo da linha da pobreza. Além disso, ele proíbe de vez o fornecimento de in-state tuition para estudantes indocumentados e cobra mais rigor de empregadores ao verificarem o status migratório de seus funcionários.

Qualquer imigrante que tenha que se apresentar à Côrte de justiça, terá que provar status migratório legal no país. Mesmo aqueles que comparecem para audiências relativas à infrações de trânsito ou qualquer outro inconveniente.  Como se não bastasse, a proposta também  requere que o programa de saúde pública do estado exija provas de residência e legalidade que serão checadas diretamente com o Homeland Security, durante a análise de uma aplicação para o Free Care, e também requere que o estado priorize residentes legais na concessão de casas subsidiadas pelo governo.

Aprovada por 28 votos a 10, a emenda no orçamento também cria restrições ao estado na contratação de empresas terceiras que tenham funcionários em situação ilegal no país, além de penalidades mais duras contra pessoas que praticarem algum tipo de falsificação de documentos, e explicitamente proíbe a concessão de in-state  tuition para estudantes sem papéis.

Fonte: (Da redação)