Publicado em 25/06/2010 as 12:00am

Obama pode estar planejando anistia de imigrantes por decreto

Nos corredores da Casa Branca, o boato que está correndo é que Obama estaria preparando uma Ordem Executiva

 

As recentes demonstrações de insatisfação com a política migratória do país, que reverberaram em atos legislativos que tentam conter a indocumentação, como a lei SB1070 no Arizona, e a inclusão de uma emenda anti-imigrante no orçamento de Massachusetts, serviram como uma pressão para o presidente Obama tomar uma atitude mais severa quanto ao tema. Nos corredores da Casa Branca, o boato que está correndo é que Obama está preparando uma Ordem Executiva, que daria poderes totais para a secretária do Homeland Security, Janet Napolitano, para iniciar um processo de anistia dos mais de 11 milhões de imigrantes do país.

Sem previsões para uma votação de uma Reforma Imigratória ainda esse ano no congresso, Obama está preocupado com a urgência do problema, e quer agir antes que novas leis de repressão aos imigrantes aconteçam.

A Ordem Executiva é uma medida unipessoal do presidente, com força de lei, sem a participação do Poder Legislativo. O pressuposto do ato é urgência e relevância. O pouco apoio no congresso nacional para a aprovação de um pacote de leis que regularize o sistema migratório  no país, pode ser um fator preponderante na decisão , que já está esquentando os ânimos entre senadores federais republicanos , que resolveram chamar a atenção do presidente quanto à gravidade da medida.

Na última segunda  - feira (21), uma carta assinada pelos senadores Grassley, Hatch (R-Utah), Vitter (R-La.), Bunning (R-Ky.), Chambliss (R-Ga.), Isakson (R-Ga.), Inhofe (R-Okla.), and Cochran (R-Miss.), foi enviada à Obama, no intuito de tentar coibi-lo na iniciativa, alertando sobre as conseqüências de se realizar uma anistia geral no país.

“Concordamos que é preciso agir quanto ao problema, mas não concordamos que algo seja feito sem o consentimento do congresso” afirma o Sen. Chuck Grassley, em comunicado. “ Tememos que isso beneficie aqueles que usufruíram de benefícios públicos sabendo que eles não estão aptos para tal” completa o senador. 

Fonte: (Da redação)