Publicado em 16/07/2010 as 12:00am

Tesoureira da Igreja Universal é acusada de fraude nos EUA

A tesoureira Regina Da Silva, que atua na Igreja Universal do Reino de Deus em NY, foi presa por utilizar de falsificações e métodos fraudulentos para conseguir empréstimos hipotecários, que acumulam $22 milhões

 

Uma das maiores igrejas pentecostais do mundo enfrenta mais uma crise de sua administração. A tesoureira Regina Da Silva, que atua na Igreja Universal do Reino de Deus,  em Nova Iorque, foi levada algemada à Côrte da cidade na última semana, por utilizar de falsificações e métodos fraudulentos para conseguir empréstimos hipotecários, que acumulam $22 milhões.

Os empréstimos, 11 no total, foram  obtidos por Regina em nome de duas propriedades da Igreja, uma localizada em   Woodside, Queens, e a outra em Boerum Hill, Brooklyn, segundo informou a procuradoria de NY.

As duas igrejas e mais 6 outras propriedades da Igreja foram alvos de uma investigação iniciada em 2000, que revelou que a angariação de fundos de forma ilícita, comprovando até o pedido da igreja para que os fiéis ‘doassem’ as suas poupanças , com o intuito de ganhar a ‘graça de Deus’.

Agora, a brasileira é acusada por quatro crimes - apropriação indébita, falsificação de documentos, declaração falsa e esquema fraudulento , o que pode gerar uma sentença que varia entre 4 e 25 anos de prisão. Em audiência realizada na semana passada, onde chegou algemada, ela se declarou inocente das acusações.

A fraude se iniciou em 2006, quando Regina DaSilva ludibriou o governo e o Signature Bank ao fraudar solicitações de empréstimos em nome da igreja.  A fiança da brasileira ficou fixada em 10,000.  Ela não comentou com a imprensa acerca do primeiro julgamento, enquanto saia do tribunal. Segundo testemunhas de seu julgamento, no momento em que se declarou inocente, Regina explicitava um nervosismo e falta de confiança em sua voz. 

O advogado de defesa, Andrew Lankler, insistiu que sua cliente teria cumprido com a maioria dos requisitos para obter os empréstimos. ‘ Ela não era a beneficiária, e sim a Igreja” disse o advogado em comunicado.

Fonte: (Da redação)

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