Publicado em 24/09/2010 as 12:00am

New Jersey lança primeira candidata a CRBE

O estado de New Jersey lança a primeira candidata a Representante da Comunidade Brasileira nos EUA. O estado já conta com quatro candidatos ao cargo para disputar as eleições, que ainda não tem data definida para acontecer.

 

 O estado de New Jersey lança a primeira candidata a Representante da Comunidade Brasileira nos EUA. O estado já conta com quatro candidatos ao cargo para disputar as eleições,  que ainda não tem data definida para acontecer.

 Regiane Luna nasceu no Maranhão, mas com dois anos de idade mudou-se com sua família para o Rio de Janeiro.  Formou-se em Turismo e trabalhou como guia turístico no Rio e na América do Sul. Regiane está nos EUA há mais de 16 anos e logo que chegou iniciou seus estudos e se aprimorou em outras áreas. Fez mestrado em Lei Internacional pela ST. Thomas Univerisity na Florida é bacharel em Ciências Políticas pela Universidade FAU (Florida Atlantic Univerty) e tem  associate degree em artes.  

Envolvida com assuntos relacionados a comunidade brasileira Regiane procurou aperfeiçoar seu trabalho e com apenas um ano de América fundou uma empresa que tem o serviço direcionado a ajudar a comunidade.

 Em entrevista ao jornal Brazilian Times, Regiane  conta um pouco da sua historia na America e sobre suas propostas como Representante da Comunidade nos EUA.

 

Brazilian Times - Há quanto tempo mora nos EUA e porque resolveu sair do Brasil para morar aqui?

Regiane Luna - Moro nos Estados Unidos a mais de 16 anos e vim para cá tentar uma vida melhor atrás do “sonho americano” como muitos de nós.

 

Brazilian Times - Por que você se candidatou a Representante da Comunidade Brasileira?

Regiane Luna - Por ver tantas injustiças e crer que algo tem que ser feito em favor de nossa comunidade. Acredito piamente, que devido o fato de vivenciar todos os dias problemas imigratórios junto a nossa comunidade, ver a separação de famílias e de ter conhecimento profundo do sistema jurídico e ter condições de passar um retrato perfeito das injustiças vividas por nossa comunidade ao Governo Brasileiro. Será uma honra representar nosso povo e poder ver a justiça ser feita por um povo batalhador.

 

Brazilian Times - O que você já fez em benefício da comunidade brasileira?

Regiane Luna - Devido ao meu trabalho – sou fundadora e presidente da Total Help – na área jurídica a mais de 15 anos. E por força do meu trabalho visito presos em cadeias e busco ajudá-los a ter uma idéia da possibilidade de saída ou não. Tenho ajudado centenas de mulheres violentadas e abusadas por seus namorados, maridos e companheiros a sair de relacionamentos abusivos. Tenho acompanhado pessoas com problemas de erro médico a obter seus direitos. Tenho ajudado pessoas a saírem da cadeia quando são acusados por algo que não cometeram. Participo de várias instituições dentro da comunidade e sempre que posso busco apoiar eventos para manter viva a nossa cultura nos Estados Unidos. Faço serviço de baby-sitter quando uma de nossas clientes se encontrava detida por dois meses.

 

Brazilian Times - Quais são as suas propostas e projetos como representante da comunidade?

Regiane Luna -  Devido ao meu envolvimento com a área jurídica, principalmente imigração, inicialmente entendo que nosso governo tem o interesse em ter uma melhor visão de como vive a comunidade brasileira aqui nos Estados Unidos. Para iniciar, proponho elaborar um relatório a nível nacional de problemas imigratórios vividos por brasileiros nos Estados Unidos, como por exemplo, o caso que ocorreu na Georgia, onde uma brasileira que é baby sitter e que veio aos Estados Unidos pelo programa de intercâmbio e morava com uma família americana.  Esta brasileira estava dirigindo na Georgia e passou na luz vermelha e foi levada presa quando o policial de Cobb County lhe pediu sua carteira e ela corretamente apresentou sua carteira internacional junto com seu passaporte. O policial a tratou com rispidez e a levou presa assumindo que sua carteira era falsa ou talvez desconhecesse o fato que ela, sim estava agindo de acordo com o seu I 94 vigente, ou seja, ele ignorou que ela mesmo, sendo uma imigrante, tem direitos que devem ser respeitados. O passo inicial será apresentar casos desta natureza ao nosso governo e segundo, discutir com soluções para problemas como esse e vários outros. O Brasil está no momento certo dentro do cenário internacional para exigir que seus filhos sejam respeitados.

 

Brazilian Times - Você já tem alguma proposta, a qual vai trabalhar na sua campanha?

Regiane Luna - Sim, quero ser uma defensora dos direitos dos trabalhadores brasileiros nos Estados Unidos e estender ao Brasil aquilo que já faço há tantos anos. Desejo também poder me dedicar à área jurídica, principalmente na área de deportação tentando modificações ou melhoras no que diz respeito a estes casos. Tentar um melhor contato entre os governos do Brasil e dos Estados Unidos. Talvez se nosso governo tiver uma radiografia muito clara da realidade fique mais fácil saber que necessidades e carências nossa comunidade.

Fonte: (Da redação)