Publicado em 11/11/2010 as 12:00am

Estudantes de aviação afirmam que vão tentar permanecer no país

Um dos brasileiros afirma que o grupo está contatando os consulados brasileiros nos EUA para obter assistência. Ele também disse que pretende contratar um advogado para tentar o direito de permanecer no país

 

Os 34 brasileiros presos em outubro, numa ação especial do U.S. Immigration and Customs Enforcement,   e que desde o dia 9 enfrentam uma série de audiências de imigração, afirmam que vão lutar na justiça para permanecerem no país.

Um dos brasileiros, que prefere não divulgar o seu nome,  afirma que o grupo está contatando os consulados brasileiros nos EUA para obter assistência. Ele também disse que pretende contratar um advogado para tentar o direito de permanecer no país.

Além dos 34 alunos, na ocasião da ação do ICE foi preso também o proprietário da escola TJ Flight Academy , Thiago de Jesus,  de 26 anos, que detém uma licença para pilotar aviões monomotores, e que já estaria sendo procurado pela Imigração desde Julho,  por faltar à uma Côrte de Imigração marcada em Fevereiro. Apesar dos controles rígidos de segurança colocados em prática após os atentados de 11 de setembro de 2001, o caso tem criado polêmica entre a  opinião pública norte-americana, principalmente porque envolve a concessão de licença de voô para estrangeiros indocumentados,  o que tem sido tratado na mídia americana como um risco eminente de terrorismo, explicitando o buraco no sistema de segurança interna do país.

Funcionários da TSA e da Federal Aviation Administration, que emite as licenças de piloto, não conseguiram explicar esta semana porque imigrantes indocumentados foram autorizados a ter aulas e obter as licenças em Stow. Eles afirmaram que estão realizando uma revisão das condições e requerimentos pelos quais os imigrantes obteram os documentos, mas não divulgaram o número total de estudantes que obtiveram as permissões.  "O TSA realizou uma verificação completa dos antecedentes de cada candidato no momento da aplicação, incluindo antecedentes criminais,  mas não fez uma pesquisa profunda na situação migratória dos mesmos', disse a porta-voz Ann Davis, em comunicado. O estudante brasileiro de vôo disse que ele e os outros estudantes presos estão revoltados com as prisões e com a maneira que a mídia americana tem tratado o caso. "Estão se referindo a gente como terroristas, por isso que muitos de nós tem medo de mostrar a cara", disse ele. "Nós apenas queremos que limpem a nossa imagem" afirma, à uma agência de notícias. Ele disse que ele e muitos dos outros brasileiros foram fazer o curso com a esperança de se tornarem pilotos no Brasil.

O porta-voz do ICE,  Ross Feinstein,  disse ontem que o inquérito já foi encerrado. Ross afirma que não pode divulgar  os nomes e informações pessoais das pessoas detidas.

O estudante de vôo disse que não quer ser deportado, mas que ele sairia do país se fosse  ordenado. "Se tivermos de ir, eu vou. Eu só não quero ir dessa maneira, como um terrorista", disse ele. "Eu amo este país. Eu não fiz nada para prejudicá-lo", completou.

 

Fonte: (Da redação)

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