Publicado em 19/01/2011 as 12:00am

Brasileiro é jovem mais rápido dos EUA

O paulista André Rolim, aos 17 anos, foi considerado o jovem corredor mais rápido do país no ano passado. Representando a cidade de Somerville ? MA, ele acumula pódios e a posição de fenômeno no esporte

O paulista André Rolim, assim como muitos brasileiros, sempre sonhou em jogar futebol. Com 4 anos de idade, já dava os primeiros chutes, e de lá pra cá, nunca mais largou da ‘redondinha’. O futuro porém, o levou para um caminho bem diferente. Aos 17 anos, ele é o recordista estadual de atletismo, categoria 600 metros. E acaba de conquistar mais um grande torneio, o Dartmouth Relay em Hanover, NH, onde ficou em primeiro lugar representando a equipe de Somerville/MA.

Apaixonado por esportes, e mostrando uma rapidez incomum nos jogos de futebol de sua escola, André foi aconselhado por seu colega de time, Joe Abrantes, a ingressar no esporte de corrida. Joe, que também corria, contatou um colega de esporte para treinar André. “ Foi incrível. Joe não tinha condições de correr por toda temporada por problemas pessoais, então ele trouxe André para praticar. Ele sabia que se tratava de um talento. Ele descobriu um fenômeno” testemunhou um dos colegas do brasileiro. “ Quando comecei no esporte, nunca imaginei que me sairia tão bem como tem acontecido. Eu nunca fumei, bebi e sempre me alimentei bem, vivendo uma vida saudável na minha posição de atleta. Isso deve ser a razão pela qual Deus tem me ajudado” afirma ele.

Há praticamente 6 anos no país, ele começou a correr quando estava no sétimo ano do Middle School. Em Fevereiro, ele bateu o recorde nacional dos 600 metros, com um tempo de 1:23.38, atingindo a posição de atleta mais rápido de Massachusetts. Além disso foi considerado o melhor corredor ‘freshman’ do país no ano passado.  Entre os primeiros lugares conquistados por André, estão competições como Boston Holiday 2010, State Coachers – First Division e GBL – Greater Boston League.

Quanto ao futuro, ele afirma que pretende aplicar para algum College no estado, utilizado o status conquistado no esporte. Como outros milhares de outros jovens brasileiros no país, ele esbarra em um problema comum : a indocumentação. “Na minha atual condição eu teria que enfrentar muitas barreiras por estar indocumentado. Universidades privadas me aceitariam, mas teria que pagar mais caro que o convencional. Nas públicas, a mesma coisa, com o agravante de não poder receber o diploma ao me formar” desabafa ele, que gostaria de fazer Design Gráfico ou Webdesign como cursos. “ Meus pais trabalham muito, com carpintaria e limpeza, e muitas  vezes acontece uma pressão para que eu também arrume um trabalho e ajude nas despesas de casa. Mas eles rapidamente pensam no destaque que tenho ganho no esporte, e me incentivam a continuar seguindo meus objetivos” completa o paulista, natural de Mandagua.

Fonte: (Da redação)