Publicado em 14/03/2011 as 12:00am

Filha de ativista é espancada em Marlborough/MA

psicológica violenta contra quem quer que seja" também respondeu Evaldo Borges de Oliveira, presidente do Centro do Imigrante Brasileiro. Segundo Márcio

Nessa semana, o jornal Brazilian Times foi noticiado de uma incidente que comoveu toda a comunidade brasileira de Massachusetts. A filha do ativista comunitário Márcio Porto, W.P (que à pedido do pai, não terá seu nome revelado) , de apenas 15 anos, foi brutalmente espancada no refeitório da High School de Marlborough, por uma aluna mais velha, na quinta –feira (10).
A menor perdeu a consciência durante os ataques, que terminaram em uma fratura no nariz, e hematomas em todo o corpo. Levada para uma enfermaria, a brasileira foi resgatada e encaminhada pelo pai para um hospital da região. “ Foi um fato lamentável, que não pode acontecer. Entrei em contato com autoridades e com a diretoria do colégio, para não deixar esse acontecimento impune” afirmou Márcio Porto, ainda abatido pelo fato. “ Segundo minha filha, não existiu motivo aparente para a briga. Ela estava de costas quando foi atacada por uma menina em fúria. Ela não teve nem como reagir, foi uma agressão covarde e injustificável” testemunha Márcio, que planeja tomar medidas judiciais cabíveis contra a agressora. “Ela tem 18 anos, é criminalmente punível e vai responder por esse crime. Minha filha ainda está bem debilitada, e está tendo uma recuperação dolorosa. Queremos a ajuda de todos para combater esse episódio e fazer com que casos de ‘bullying’ não aconteçam mais nas escolas americanas” revela Márcio, que é presidente da Central do Trabalhador Imigrante Brasileiro – CTIB.
O incidente repercutiu em diversas mensagens de solidariedade por parte dos brasileiros e ativistas. “ O senador James Eldridge se comprometeu em contatar a diretoria da escola, e já recebi telefones e emails de muitas pessoas, recriminando o episódio. Infelizmente, não recebi a assistência da escola que eu achei que deveria, senti que fui tratado de forma diferente por ser imigrante” revela Márcio. A jornalista Shirley Farber, também se manifestou por email. “Isso é muito grave. Eu tenho visto isso acontecer aqui na minha área. Estou trabalhando com a organização Anti-Defamation League que tem um projeto anti-bullying” disse ela, que é responsável pela revista Bate-Papo. “Sinto muito pelo ocorrido com sua filha, soube somente agora, se tiver algo que eu e minha família possamos fazer, pode contar conosco” disse o fotógrafo Paulo Pacheco. “Venho na oportunidade cumprimentá-lo pela tolerância com relação a esse fato ocorrido com sua filha, que causa muito constrangimento a qualquer família...
venho solidarizar e repudiar qualquer ato de natureza física ou
psicológica violenta contra quem quer que seja” também respondeu Evaldo Borges de Oliveira, presidente do Centro do Imigrante Brasileiro.
Segundo Márcio, a polícia tirou fotos do local da agressão, e será marcada uma Côrte para julgar o caso.  Até o fechamento dessa edição, a diretoria da escola nem a polícia da cidade  foram encontradas para falar sobre o episódio.

Fonte: (da redação)