Publicado em 6/04/2011 as 12:00am

Empresários condenam medidas anti-imigrantes

Um grupo formado por 270 agricultores e alguns empresários, representantes das indústrias agrículas e paisagismo, locadas na Gerogia

Um grupo formado por 270 agricultores e alguns empresários, representantes das indústrias agrículas e paisagismo, locadas na Georgia, está promovendo uma campanha de alerta aos parlamentares sobre o impacto negativo que uma lei anti-imigrante pode causar na economia da Georgia.

Em uma carta enviada aos legisladores estaduais, na segunda-feira (04), o grupo apresentou-se preocupado com a instalação de programas anti-imigrantes no estado e afirmou que propostas que dão à polícia maior poder de questionar status imigratórios das pessoas abordadas poderá ser prejudicial para o turismo e o comércio.

As indústrias agrícolas geram bilhões de dólares para a economida do estado e a carta foi assinada por dezenas de agricultores, paisagistas e outros representantesdo segmento. Entre os participantes deste documento de repúdio às leis anti-imigrantes, estão Zippy Duvall (presidente da Farm Dureau Georgia), Bryan Tolar (presidente do Conselho do Agronegócio da Georgia) e Mary Kay Woodworth (diretora-executiva do Conselho Urbano da Georgia).

Em um dos parágrafos da carta está grafado que “é preciso analisar profudamente os prejuizos que uma lei anti-imigrante pode gerar para o estado. Este tipo de lei pode afujentar investidores estrangeiros e os trabalhadores, os quais são vitais para o sucesso dos negóciosna região”.

Esta carta foi motivada pelo fato de haver duas medidas anti-imigrantes em discussão entre os deputados e senadores do estado. A House Bill 87 e a Senate Bill 40 pretendem dar poder aos policiais para que eles interroguem as pessoas que estão sob suspeitas de estarem vivendo ilegalmente no estado. Estes dois projetos também visam exigir que as empresas adotem o sistema federal E-verify, que vistoria a legalidade dos documentos do trabalhador e se ele tem autorização para exercer alguma atividade nos Estados Unidos. “A obrigatoriedade do E-Verify prejudicará a economia da Georgia e não melhorará em nada”, cita a carta.

O republicano Matt Ramsey, autor do HB-87, disse não estar preocupado com as preocupações dos críticos sobre os custos que a aplicação das leis gererá para os cofres públicos e ressaltou que o E-verify é um programa federal. Ele alega que os imigrantes indocumentados significam prejuízos para o governo, uma vez que utilizam serviços públicos sem contribuir com impostos. Entre estes serviços ele cita as escolas e as prisões do estado.

O HB-87 e SB-40 foram elaborados baseado nas medidas anti-imigrantes aprovadas no ano passado pelo estado do Arizona.

Fonte: (da redação)