Publicado em 13/04/2011 as 12:00am

Brasileiro acusado de estuprar filhos está preso há 2 anos

O jornal Nacional, exibido pela Rede Globo de Televisão, divulgou na noite de segunda-feira (11), através do jornal Nacional, a história do brasileiro Ricardo Costa, 38, que há 27 meses está preso no centro de detenção Yavapai, no Arizona

O jornal Nacional, exibido pela Rede Globo de Televisão, divulgou na noite de segunda-feira (11), através do jornal Nacional, a história do brasileiro Ricardo Costa, 38, que há 27 meses está preso no centro de detenção Yavapai, no Arizona, à espera de julgamento. Ele é acusado de abusar sexualmente dos filhos, dois meninos e uma menina. Ele alega inocência e diz que tudo não passa de armação de sua ex-esposa.

Segundo o chefe de departamento da Procuradoria do condado de Yavapai, Dennis M. Mcgrane, o tempo em que o brasileiro está preso já excedeu o permitido pelas leis locais, que determinam que um acusado deve ser julgado no máximo em quatro meses após a sua prisão. “mas este período pode ser postergado por diferentes razões”, tentou explicar a detenção de Ricardo.

Ricardo era casado com a norte-americana Angela Denise Martin, com a qual teve três filhos. Eles se conheceram, segundo o depoimento da esposa no inquérito que apura este processo, no Japão, em 1991, quando ambos trabalhavam em um clube estilo “go-gô”. Mas negam que faziam sexo por dia dinheiro.

O brasileiro foi preso em dezembro de 2008, durante uma audiência de divórcio. De início ele foi acusado de mais de 10 crimes inafiançáveis, mas as denúncias foram retiradas, ficando apenas a de abuso sexual das crianças, o que lhe permitiria pagar uma fiança e responder o processo em liberdade. Mas o Côrte (Fórum local) determinou o valor de US$75 milhões (pouco mais de R$ 119 milhões), em dinheiro vivo – a maior já aplicada pela Justina dos Estados Unidos.

Antes ser preso, ele trabalhava como empreiteiro, na própria empresa, Costa Design and Build LLC. Em sua defesa, Ricardo alega que Ângela (ex-esposa) o proibia de ver as crianças e o perseguia na cidade de Sedona, onde os dois vivem. Segundo ele, os filhos pediam para vê-lo e ela impedia. Como a cidade é pequena, era inevitável o encontro dos dois em locais públicos.

Segundo consta no inquérito, dois filhos teriam sido abusados e um foi testemunha. As próprias crianças descrevem os episódios de abuso e a ex-mulher foi submetida a um teste de polígrafo, respondendo duas perguntas sobre o caso. O aparelho constatou que não houve mentira por parte dela. E Ricardo se recusou a fazer o mesmo teste.

No dia 7, a família de Ricardo entrou em contato com o Consulado-Geral do Brasil em Los Angeles, em busca de ajuda e recebeu a resposta de que chancelaria iria entrar em contato com o advogado de defesa para analisar o caso e definir quais as medidas devem ser tomadas. Até o fechamento desta edição, os familiares não haviam sido informados se algo foi feito pelo órgão.

O advogado do brasileiro, Bruce Griffen, afirmou que o julgamento deve ocorrer no mês de agosto, mas a defesa recorrerá do valor da fiança, por achar um valor exorbitane. Ele afirma que em 30 anos de profissão nunca viu um caso semelhante. “Sei que o fato de eu recorrer sobre o valor atrasará o processo, mas é preciso, pois ele Jamais conseguirá pagar esta quantia”, fala. Apesar dos familiares e alguns amigos criticarem a lentidão do julgamento e acusarem as autoridades de agirem com racismo, a defesa descarta esta possibilidade.

Para o advogado, “a ex-esposa está muito certa da culpa do marido e pode ter pressionado as crianças a relatar os supostos abusos”. Isso porque somente depois de meses de investigação que uma das crianças afirmou ter acontecido algo e um ano depois do primeiro depoimento que a segunda criança confirmou o abuso e seis meses depois a terceira criança afirmou ter sido testemunha do que aconteceu. “Até o pedido de divórcio, a ex-esposa não havia falado nada sobre casos de abusos, então queremos entender por que ela só se manifestou depois que ele pediu o divórcio e a guarda das crianças”, indaga o Bruce.

Depois que a reportagem foi exibida por jornal local da região, o Sedona Red Rock, as pessoas que conviviam com o brasileiro começaram uma mobilização para tentar levantar o valor pedido pela justiça e assim pagar a fiança. Eles também conseguiram um local para Ricardo viver depois que sair da cadeia. “Eu confio nele”, disse Giselle Collette, que costuma dar caronas para as crianças até a escola.

Uma das hipóteses do valor ter sido estipulado tão alto foi em razão de que o brasileiro poderia fugir para o Brasil durante sua liberdade. Mas ele, que tem Green Card, disse que não sairá do país e é aqui que quer ficar, pois seus filhos nasceram e estudam nos Estados Unidos.

 

Fonte: (da redação)