Publicado em 12/05/2011 as 12:00am

Cônsul-Geral em Boston visita escola em MA

80% dos alunos matriculados na Wilson Elementary School são nascidos no Brasil ou filhos de brasileiros

O cônsul-geral em Boston – MA, Fernando Barreto, visitou a Wilson Elementary School em Framingham – MA, na segunda-feira(09), onde conversou e observou alunos brasileiros durante atividades na escola. Um grupo de alunos realizou uma apresentação de dança, em homenagem ao Cônsul..

Presente às aulas extra-classe, que são dedicadas à ajudar os estudantes com seus estudos, o Cônsul representou a verdadeira ‘face’  da instituição : mais de 80% dos alunos matriculados são nascidos no Brasil ou filhos de brasileiros. Infelizmente, a constatação vem seguida de uma dura realidade. A escola tem um dos piores desempenhos entre as instituições da cidade, e organizações como a Jewish Family Service do MetroWest e a United Way of Tri-County, tem unido forças para mudar esse quadro.

A Jewish Family Service, juntamente com a American Jewish Committee, realizaram o convite a Fernando Barreto, para mostrar o progresso que já foi feito, e a melhora de desempenho dos alunos. “Estou muito impressionado com esse local. Você pode ver que os estudantes estão felizes aqui” disse ele, ao jornal Metrowestdailynews.

Uma iniciativa que começou há 7 anos atrás por entidade judaicas de apoio à família, as atividades extra-classe tem gerado resultados nos últimos 5 anos, utilizando programas que ajudam os alunos com o dever-de-casa e com atividades que melhoram o entendimento da Matemática e das Ciências.

Além disso, o programa oferece assistência em nutrição, incluindo assistência financeira para a compra de mantimentos para famílias necessitadas, e um outro que oferece e ensina a realizar o plantio de vegetais para consumo próprio. “ Nós somos uma escola que realmente tenta atender às necessidades dos nossos estudantes” afirma a diretora da escola, Robin Welch. “ Para muitos deles, seis horas de curso não é o suficiente para atingir a excelência” completa ela.

Com um orçamento anual de $150.000, financiado e arrecadado de forma privada pela Jewish Family Service e United Way, o programa extra-classe utiliza professores e orientadores voluntários que frequentam as atividades duas vezes por semana e que ajudam cerca de 65 estudantes, sendo que boa parte ainda está na fase de aprender a língua inglesa. Eles recebem uma aula individual e fazem visitas a diversos locais, sempre participando de atividades que os prepare para o currículo regular da escola.

A diretora da escola disse que o programa ‘fez uma grande diferença nos hábitos dos estudantes, e na participação em sala de aula’. O projeto também objetiva estreitar os laços entre os estudantes e suas respectivas famílias, que muitas vezes não são tão envolvidas com o desempenho escolar de seus filhos.  Em entrevista ao jornal local, Fernando Barreto afirmou que essa distância e falta de comprometimento se deve em parte às diferenças culturais entre Brasil e EUA, mas também a dura rotina de trabalho dos pais, bem como a barreira da língua, que os impede de ajudar os filhos em casa. “É uma das nossas preocupações. Os pais estão sempre ocupados trabalhando. É necessário que se encoraje uma maior participação deles nesse processo de aprendizado de seus filhos, que eles consigam tempo para isso. Mas eu sei que é difícil para eles” opina o Cônsul.

Fonte: (da redação)