Publicado em 23/05/2011 as 12:00am

Grupo dos EUA pede que Obama libere Brasil de visto

A U.S. Travel Association, grupo que representa a indústria de turismo dos Estados Unidos

A U.S. Travel Association, grupo que representa a indústria de turismo dos Estados Unidos, pediu ao presidente Barack Obama que discuta perspectivas para dispensar o visto para visitantes do Brasil e do Chile, para "dobrar o total de turistas destes dois países".

A dispensa de visto ocorreria ao incluir os países no Visa Waiver Program (VWP). O programa atualmente inclui 36 países. Turistas e executivos desses locais podem visitar os EUA por até 90 dias, sem necessitar de um visto de não-imigrante.

A associação prevê que acrescentar estes dois países no VWP permitiria que a visitação a partir deles dobrasse, rapidamente gerando US$ 10,3 bilhões de gastos turísticos nos EUA, além de 95.100 empregos nesse país.

O conteúdo consta de carta a Obama enviada na última semana por Roger Dow, presidente da U.S. Travel Association.

Um relatório divulgado pela mesma entidade propôs um plano em que seriam gerados US$ 859 bilhões na economia americana até 2020 e 1,3 milhão de empregos, com uma "política de vistos mais inteligente".

BRASIL

"Visitantes brasileiros gastam uma média de US$ 5.114 por pessoa nos EUA, o maior valor entre os dez países com mais visitas ao país", escreveu Dow.

"Apesar de os Estados Unidos atraírem boa parcela dos brasileiros, número que tem melhorado nos últimos anos, ainda permanece 14% abaixo do índice de 2000", relatou o representante da associação. Segundo ele, Portugal, México, Argentina, Itália e Alemanha têm conseguido atrair mais brasileiros que os EUA.

A associação estima que o Brasil deve superar 1,4 milhão de viajantes aos EUA em 2011.

CHILE

Quanto ao Chile, são registrados 127.000 viajantes ao país norte-americano em 2009, 34% a menos que em 2000. Mas o total de chilenos para outros países aumentou em mais de 50% no mesmo período.

E o chileno também é um importante gastador nos EUA: em 2009, foi uma média de US$ 4.600 por pessoa.

Com isso, conforme as economias brasileira e chilena seguem crescendo, a associação expressa o temor de que a necessidade de visto para os EUA seja um fator que bloqueie as viagens, em comparação a destinos concorrentes que não exigem visto.

Alguns exemplos seriam toda a América do Sul, a União Europeia, a Rússia e a Nova Zelândia. Mas os EUA não teriam se comprometido com diálogo governamental com Brasil e Chile sobre os vistos, que são custosos em tempo (até 100 dias para agendar entrevista) e dinheiro.

Fonte: (Agência Folha)