Publicado em 3/06/2011 as 12:00am

Brasileiro é acusado de chefiar fraude de vistos

Um brasileiro de Shrewsbury ? MA foi preso nessa semana, acusado de chefiar uma quadrilha de vistos fraudulentos que seriam vendidos a pessoas no Brasil por aproximadamente $10.000. Márcio Freitas, de 44 anos, assinava os vistos de trabalho em nome de uma

Um brasileiro de Shrewsbury – MA foi preso nessa semana, acusado de chefiar uma quadrilha de vistos fraudulentos que seriam vendidos a pessoas no Brasil por aproximadamente $10.000. Márcio Freitas, de 44 anos, assinava os vistos de trabalho em nome de uma empresa de landscaping de Massachusetts.

Segundo a  procuradoria-geral federal, o brasileiro começou o esquema fraudulento em 2003, quando perguntou pela primeira vez ao seu chefe da Hester Landscape de Northborough, se ele poderia assinar petições para vistos temporários para outros brasileiros que supostamente iriam trabalhar para a empresa. Segundo um documento enviado à Corte de Worcester, Marcos sabia que não havia vagas de emprego para os ‘novos’ funcionários e que ele teria conhecimento que os aplicantes do visto H2B pretendiam ficar além do tempo de permanência estipulado pelo visto, além de indícios que comprovam que ele estaria cobrando pelos processos, segundo o procurador-geral assistente, David G Tobin.

O advogado de defesa do brasileiro, Kevin R. Leeper, disse que seu cliente nega qualquer envolvimento na fraude, afirmando que Márcio ‘ não teria autoridade suficiente na empresa para realizar o esquema’, segundo noticiou o jornal Boston Globe. “ Ele tinha amigos e conhecidos no Brasil, que adorariam vir aos EUA para trabalhar. Ele deu os nomes dessas pessoas para a empresa, que aceitou” afirmou ele, ao jornal.

O proprietário da companhia, Richard Hester, disse que ele estava de acordo com a lei quando assinou as petições para os trabalhadores, e que eles seriam apenas reforços temporários para a temporada de verão. Ele ainda argumentou que a empresa está a todo o momento procurando novos funcionários e que ele reconhece que perguntou a Márcio se ele conhecia brasileiros que queriam trabalhar com landscaping. “ Não me importa de que país eles são. Eu perguntei ao Márcio se ele poderia me ajudar a conseguir trabalhadores e ele fez isso da melhor forma, segundo o meu ponto de vista” afirmou o empresário. Ele ainda acrescentou que demitiu Márcio há alguns anos porque o brasileiro teria um outro trabalho, e estava faltando bastante ao serviço de landscaping.

O brasileiro foi preso em sua casa na sexta-feira passada, dia 27. Ele agora aguarda detido uma audiência marcada para o  dia 6 de junho.

O consulado americano em São Paulo entrevistou 94 brasileiros que foram indicados por Freitas para vistos de trabalho temporários. 46 conseguiram entrar no país, sendo que 42 ainda estão nos EUA,  mesmo após alguns anos desde que seus vistos expiraram.

Durante a investigação, um informante sem identificação trabalhou com os investigadores realizando uma armadilha para pegar Freitas. O informante ligou para o brasileiro perguntando da possibilidade de trazer um tio do Brasil para os EUA com um visto falso. Segundo informações do processo, Márcio teria dito que ‘haviam três últimas vagas para o visto’, pedindo uma entrada de $1.000 para iniciar o processo. No mesmo período de tempo, uma outra brasileira, Sandra Ferreira, obteve o visto pelo esquema de Márcio e foi presa em Março. Ela afirmou para agentes federais, que pagou $11.000 pelo visto e que contou com as instruções de Márcio para a entrevista no consulado. Ela foi com mais 3 amigas para obter o visto.

Segundo outros indícios e alegações, o brasileiro também teria oferecido à outras empresas um valor para iniciar um esquema semelhante.

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Fonte: (da redação)