Publicado em 3/06/2011 as 12:00am

Pastor é condenado por vender Green Cards falsos

O pastor Felipe de Jesus Coronel Pacheco, de 55 anos, foi condenado a um ano de prisão e enfrentará deportação

Condenados, no dia 20 de maio, a um ano de prisão pela acusação de venda de cartões falsos de residência permanente ( Green Card), o pastor Felipe de Jesus Coronel Pacheco, de 55 anos, e o seu cúmplice, Luis Angel Tovar Cisneros, 38 anos, causaram revolta na comunidade brasileira evangélica do país na última semana.

Líder do Ministério Epicentro Onde Nasce a Bendição, situado na cidade de Austin – TX, o pastor se mudou no ano passado para San Antônio, onde se apresentava como agente de imigração para os brasileiros, prometendo documentação verdadeira de legalidade no país, segundo o portal americano Catholic Favors.

Dados da Corte afirmam que os acusados assumiram culpa no esquema fraudulento, confessando que eles produziam cartões falsos para serem vendidos a imigrantes indocumentados.

O juiz do caso,  Fred Biery,  condenou os acusados a um ano e um dia de prisão. Luiz Angel, que vive nos EUA desde 2004, também terá que enfrentar um processo de deportação e Pacheco, que possui o Green Card, pode também perder o benefício e ser deportado.

As mentiras da dupla não param por aí. Quando estava aplicando para a sua cidadania, o pastor garantiu que nunca teria sido preso ou praticado nenhum delito grave, o que foi descoberto pela investigação minuciosa da imigração, que descobriu que o mesmo teria sido detido e envolvido com drogas há duas décadas. “ Será que isso não é hipocrisia?” perguntou o juiz do caso para o réu. “ Isso foi o mais grave erro que eu já cometi. Eu realmente me sinto mal por todo o mal que causei ao país que me deu o que comer, estudar e trabalhar” respondeu ele, em ‘mea culpa’. Quando não estava congregando em sua igreja, o pastor trabalhava como garçom em restaurantes.

Parte de uma investigação de cinco meses, agentes do ICE fizeram uma armadilha, encomendando documentos falsos a Cisneros por US$ 160 e, observando como ele os obteria de Pacheco. Após vasculhar a residência dos suspeitos, os agentes encontraram uma verdadeira fábrica de Green Cards, com diversas cópias falsas, uma máquina de plastificar, computadores e impressoras.

O assistente de Promotoria Pública, Bill Baumann, disse ao juiz que os réus venderam 5 pacotes de documentos aos agentes, mas que eles admitiram ter vendido entre 60 e 100 documentos ao todo.

Fonte: (da redação)